BVM DEVE SER DINÂMICA NA CRIAÇÃO DE INSTRUMENTOS E JANELAS DE FINANCIAMENTO PARA UMA MAIOR ADESÃO DOS PEQUENOS E MÉDIOS AGRICULTORES

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O Presidente da CTA considera que, para uma maior adesão do empresariado agrícola nacional à Bolsa de Valores de Moçambique, esta deve imprimir uma maior agressividade, no melhor sentido, na criação de instrumentos e janelas de financiamento que alavanquem a confiança dos Pequenos e Médios agricultores neste mercado para o sucesso da agricultura comercial moçambicana. Agostinho Vuma falava no Business Breakfast sobre oportunidades de financiamento ao agronegócios através da Bolsa de Valores de Moçambique.

Para o Presidente da CTA, o primeiro e imediato passo será a percepção de que as empresas, para fazerem face ao processo de produção, precisam de um ambiente favorável em que têm menores custos de transacção, gozam de rapidez na tomada de decisão de processos e eliminação de burocracias.
Os que produzem ou querem produzir devem receber incentivos para o fazer, sem enfrentar o actual cenário de altas taxas de juros e terem que pagar pelos custos que emanam das ineficiências do sistema burocrático estatal.
Neste contexto, a CTA tem vindo a abrir, com os seus parceiros, linhas de financiamento para as Pequenas e Médias Empresas, através do Fundo de Apoio Associativo e do Active Capital, duas janelas que capacitam e encorajam os produtores a desenvolverem as suas actividades de forma sustentável.
Por outro lado, a CTA tem vindo a trabalhar com as instituições financeiras nacionais no sentido de disponibilizarem produtos e linhas de crédito que beneficiem o sector da agro-indústria, incluindo a valorização da terra como activo para o acesso ao financiamento.
É aqui, sublinhou o Presidente da CTA, que a Bolsa de Valores é chamada a assumir a liderança para cativar maior interesse do empresariado pelas linhas de financiamento alternativo que oferece para tornar o processo de produção, certificação e comercialização mais competitivo, rentável e sustentável.
Esta acção poderá concorrer para um melhor aproveitamento de janelas dos mercados internacionais, abertas no âmbito do Acordo de Facilitação de Comércio, do Acordo de Livre Comércio da União Africana e do AGOA, que desafiam a agricultura e o agronegócio moçambicano a afirmar-se nestes mercados.

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