ESTRATÉGIA DE APROVEITAMENTO DA AGOA: O foco deve passar pela capacitação das PMEs

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O Presidente da CTA, Agostinho Vuma, defende que o foco da Estratégia de Aproveitamento da AGOA deve passar pelo aumento da capacidade interna em áreas com grande potencial para exportar, como Agricultura, Pescas e Indústria transformadora.

Falando na última Segunda-feira, em Maputo, na cerimónia de apresentação da Estratégia de Aproveitamento da AGOA, o Presidente da CTA referiu que, no sector de agricultura podem ser identificadas pelo menos 20 empresas que necessitam de melhorar a qualidade e segurança dos seus produtos e, inclusive, aumentar os seus volumes.
Nas Pescas, embora Moçambique já esteja a exportar alguns produtos como camarão e peixe, precisa melhorar a capacidade de conservação, embalagem e certificação dos produtos.
Já no sector da indústria transformadora, Agostinho Vuma disse que, existem algumas empresas que exportam, particularmente localizadas no Parque Industrial de Beluluane, mas enfrentam problemas logísticos.
Portanto, sublinhou: “o trabalho que tem que ser feito nestes sectores, será crucial para o sucesso da estratégia. As nossas exportações comerciais ainda são intimamente ligadas à área de produtos alimentares que enfrentam grandes exigências de segurança devido ao impacto que pode ter na saúde”.
Um dos sectores em que o País apresenta elevado potencial é o agrícola. Por isso, a CTA elegeu como um sector prioritário na sua acção estratégia para o período 2017-2020. Considerando que boa parte dos produtos recomendados pela Estratégia de utilização do AGOA são do sector do agro-processamento, Agostinho Vuma considera que os empresários devem aproveitar esta oportunidade para consolidar o seu crescimento e gerar capacidades suficientes e necessárias para se tornarem competitivos no futuro.
“Auguramos que, com a aprovação desta Estratégia, revertamos a situação prevalecente de baixo nível de aproveitamento da janela existente e, de forma decisiva, aumentemos a colocação dos nossos produtos no mercado americano, cujos efeitos para o mercado nacional traduzir-se-ão em geração de mais postos de emprego e rendimento com impacto social positivo”, apontou o Presidente da CTA que considera AGOA, um espaço singular que as Pequenas e Médias Empresas têm para o estreitamento das relações comerciais entre Moçambique e os EUA e aceder, de forma privilegiada, ao extenso mercado americano, com o benefício de isenção de impostos nas suas mercadorias.
Moçambique tem vindo a beneficiar da iniciativa AGOA, desde a primeira fase, de Maio de 2000 a 2015, e nesta segunda fase que decorre de Junho de 2015 a 2025, entretanto, pouco aproveita esta oportunidade. Apenas um milhão, dos cem milhões de dólares de exportações moçambicanas para Estados Unidos, tiram proveito do acesso ao mercado, livre de impostos, no âmbito da AGOA.
O Ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, disse que o Governo moçambicano reconhece que, para reverter a situação é necessária uma melhor planificação.
Ragendra de Sousa disse que, é neste contexto que o Ministério da Indústria e Comércio, em colaboração com a USAID, elaborou a estratégia de modo a adoptar medidas que permitam melhor conhecimento e compreensão da iniciativa pelo sector privado.
A estratégia prioriza sectores e produtos com potencial, como a indústria têxtil, metais precisos, agro-processamento da castanha de caju, ervilha, mandioca, feijão, macadâmia, entre outros.
O Embaixador dos EUA em Moçambique, Dean Pittman, defendeu que, não basta a existência da estratégia, é preciso que o Governo e as empresas estejam engajadas neste processo de modo a aumentar o comércio com os Estados Unidos da América, impulsionar a sua industrialização e aumentar a competitividade dos seus produtos.

 

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