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CTA REALIZA ENCONTRO DE TRABALHO COM A MISSÃO DO FMI

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Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) constituída pelo Representante Residente em Moçambique, Alex Segura e pelo Michel Lazare, Assistente do Director do Departamento para a África Ocidental manteve um encontro de trabalho com a CTA, esta Terça-Feira, 27 de Outubro na sede CTA, em Maputo. O objectivo da Missão do FMI era perceber do Sector Privado a sua visão sobre o desempenho da economia a curto e médio prazos, os desafios actuais e ambiente do negócios e possíveis sugestões.

A CTA, representada pelo Vice-Presidente da CTA, Rogério Samo Gudo e do Director Executivo, Luís Eduardo Sitoe, acompanhados pelos economistas Eduardo Macuácua e Eduardo Sengo, fez uma breve contextualização dos principais problemas que preocupam o sector privado, destacando:

  • A depreciação do Metical face ao Dólar Americano que está a ter impactos significativos nas empresas através de importação de bens e serviços diversos
  • Aspectos sobre o financiamento, onde a grande preocupação actual do Sector Privado é o risco iminente para a subida da taxa de juro de empréstimos, dada as recentes medidas do Banco central e face a depreciação do Metical;
  • Restrições no fornecimento de energia eléctrica ao sector produtivo que tem se verificado, um pouco por todo o País, com impactos negativos nos negócios. A economia está em crescimento e a procura de energia eléctrica aumentou, entretanto, os investimentos para aumentar a capacidade de oferta e responder essa procura ainda não arrancaram. Isto tem afectado a competitividade das PME´s.
  • Salário mínimo que, com o desempenho económico que regista este ano, o salário mínimo vai ser mais um grande entrave, a adicionar-se no xadrez. Moçambique, já possui um dos salários mínimos mais elevado da região da SADC e a produtividade do trabalho continua baixa
  • Grandes projectos na área do Gás, onde o projecto de Liqueificação do Gás Natural (LNG) que representa um pouco mais de 40 biliões de USD tem gerado incertezas ao mercado sobre a sua efectividade. Isto torna difícil o planeamento do sector privado por forma a localizar investimentos para retirar maiores benefícios dos mesmos.

A CTA defendeu que a efectivação do projecto sobre o LNG devia dar passos concretos e arrancar o mais breve possível para contribuir na restauração da confiança dos investidores, internos e externos, na economia nacional.

Por sua vez, o FMI disse que a sustentabilidade da dívida pública em Moçambique, ainda, se encontra em níveis sustentáveis, entretanto o está no limiar dessa sustentabilidade o que requer um rigor na gestão da carteira de projectos em pipeline por forma a conter o crescimento da dívida. O FMI referiu que em 2015 nota um maior rigor na gestão da dívida pública, caracterizado por restrições significativas em novas contratações, tendo o Governo até ao presente contratado, apenas, um empréstimo não concessional no valor de 200 milhões de dólares americanos para a área de energia. Estas restrições tem vindo a afectar o sector privado, dado que limitam o crescimento da contratação de bens e serviços. Por fim, sobre a retirada de alguns doares do grupo denominado G19, o FMI referiu-se que tinha a ver com a mudança de política nos seus países de origem e, também, o financiamento do Estado a projectos com impacto pouco claro a nível sócio-económico.

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