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BCI defende modelos alternativos de financiamento da agricultura

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Maputo, 28 de Julho de 2016 – “Para que o financiamento à agricultura seja uma realidade e tenha um impacto positivo e efectivo no sector, não basta existirem produtos e serviços financeiros e uma ampla cobertura da rede bancária. É preciso que todos os actores e parceiros, sem excepção, tenham de facto um foco na agricultura e encontrem formas de convergir com determinação no desenvolvimento de soluções para os actuais constrangimentos” – Foi assim que Paulo Sousa, Presidente da Comissão Executiva do BCI, concluiu a sua intervenção versando o tema “Financiamento da Agricultura: Que modelo adoptar para Moçambique?”, como um dos oradores convidados na XIV Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que se realizou esta 5ª feira, dia 28 de Julho, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, na presença de Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República de Moçambique.
“Em diversos países do mundo existem exemplos do forte envolvimento do Estado na bonificação de financiamentos, na alocação de fundos a créditos concessionais no sistema financeiro, assim como na definição de políticas claras de investimento na agricultura, de incentivo ao investimento nacional e estrangeiro, e de estímulo à criação de cooperativas agrícolas com sistemas próprios de financiamento e transferência de tecnologias” – disse Paulo Sousa, antes de avançar – “Tendo em conta a experiência colhida em mercados mais maduros, é possível identificar modelos de financiamento alternativos que podem trazer novas e relevantes vantagens para o sector agrícola, dadas as suas especificidades, como um Fundo Misto de Financiamento, com proposta de distribuição do risco de crédito do sistema através de um Fundo de Refinanciamento, mantido pelo Tesouro e que poderia assumir uma participação no financiamento da carteira de crédito rural dos Bancos comerciais, ou um Sistema Nacional de Garantia Mútua, gerido pela própria Banca Comercial, e cobrindo uma parcela significativa dos créditos solicitados pelos produtores/operadores”.
“O sector agrícola ocupa mais de 80% da população activa moçambicana e representa cerca de 25% do PIB. Continua, por isso, a ser destacadamente a actividade base para o desenvolvimento da economia moçambicana. No entanto, o peso do financiamento à agricultura no total do financiamento à economia tem vindo a decair nos últimos anos, passando de 6,7%, em 2010, para apenas 3,4%, em 2015, apesar de, em valor, o montante financiado no sector tenha subido progressivamente” – salientou Paulo Sousa. “São enormes os desafios e as oportunidades que se apresentam hoje ao país neste sector, e que passam necessariamente pela sua transformação estrutural, no sentido de que a Agricultura de subsistência, ainda predominante, dê progressivamente lugar a um sector agrário competitivo e sustentável, gerador de excedentes e rendimentos”, concluiu.

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