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Companhias americanas reafirmam o seu interesse em investir em Moçambique

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O potencial energético que Moçambique possui, particularmente o gás natural e o petróleo, é fonte de interesses por parte de influentes países e companhias que operam no sector energético ao nível mundial e os EUA têm um grande interesse neste sector. A prova disso, é a entrada massiva de companhias americanas nos trabalhos de prospecção e pesquisa destes hidrocarbonetos em diferentes pontos do País.

Na sua visita aos Estados Unidos da América, o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, manteve encontros com empresários americanos interessados em investir no País, particularmente na área de hidrocarbonetos. 

Depois do encontro, em Nova Iorque, com Kenneth Juster, director geral da Warburg Pincs, este revelou que aquela companhia norte-americana pretende investir pelo menos 100 milhões de dólares na realização de estudos com o objectivo de verificar se o distrito da Manhiça, zona de Palmeiras, na província de Maputo, possui petróleo.
A companhia já está a trabalhar com o Governo moçambicano na conclusão de uma lei-modelo que vai permitir o início das operações em 2017.
A norte-americana ExxonMobil também quer iniciar em breve a pesquisa de gás e petróleo em Moçambique. No final de um encontro, em Washington, entre o Presidente Nyusi e Rex Tillerson, Presidente da ExxnMobil, este revelou que a sua companhia vai pesquisar, em consórcio, gás e petróleo na Área A5-B da região de Angoche, em Nampula, e próximo do Delta do Zambeze, depois de ter sido selecionada também no quinto concurso para pesquisa de hidrocarbonetos lançado pelo Governo em 2015.
Refira-se que a ExxonMobil também está a negociar a aquisição de uma participação no consórcio liderado pela ENI na Área 4 da Bacia do Rovuma, ao largo da costa de Cabo Delgado, onde a multinacional italiana descobriu mais de 85 triliões de pés cúbicos de gás natural.
Fontes próximas das negociações disseram a agência de notícias Reuters, em Agosto último, que o acordo já foi concluído mas que poderá levar alguns meses para o seu anúncio formal a pedido expresso da Exxon.

É seguro investir em Moçambique
Num encontro, realizado na última segunda-feira, com o Business Council for International Understanding, em Nova Iorque, o Presidente da República, Filipe Nyusi, incentivou os empresários norte-americanos a investirem cada vez mais em Moçambique, garantindo que investir no país não constitui nenhum risco. Referiu que o ambiente político em Moçambique é estável, em geral, e que de 1994 a esta parte o país vem realizando eleições pacíficas.
“Moçambique está aberto ao negócio e desejaque todo o mundo possa explorar as oportunidades que oferece”, afirmou, exortando aos empresários norte-americanos e moçambicanos a identificarem oportunidades e estabelecerem parcerias para desenvolverem negócios em vários sectores de actividade com enorme potencial como agricultura, agronegócio, recursos minerais, transportes, turismo, infra-estruturas, banca, seguro, entre outros.
Para incentivar investidores nacionais e estrangeiros, Nyusi explicou que o quadro legal para o sector de mineração e hidrocarbonetos foi objecto de revisão e a legislação de parcerias público-privadas no país é favorável.
Aliás, a descoberta de gás natural em grandes quantidades coincidiu com o anúncio da Iniciativa para a Transparência nas Indústrias Extractivas, que considera Moçambique um país em conformidade.
“Isso orgulha-nos”, disse Nyusi.
Todo este exercício, explicou, visa criar confiança junto dos investidores interessados em operar no país.
Acrescentou que o país é signatário de acordos para a promoção e protecção de investimentos com vários países, incluindo os EUA, China, entre outros.
“Os negócios dos Estados Unidos da América em Moçambique estão a multiplicar”, disse.
Em 2015, mais de 23 biliões de dólares foram cumulativamente investidos em projectos desenvolvidos no país, com o sector de energia a ter maior quota no investimento total, com 27 por cento.
Neste sector energético, a maior parte permanece inexplorado e, para inverter este cenário, segundo Nyusi, estão em carteira alguns projectos, incluindo a construção da barragem de Mpanda Nkwa, na província central de Tete.
Esta barragem, que pode ser construída dentro de quatro a cinco anos, pode adicionar 1.500 MW a capacidade total de energia para 4.000 MW, o que contribuirá para suprir a crise de energia que, além de Moçambique, afecta outros países da região da África Austral.
O estadista moçambicano considerou produtivos os encontros que manteve a nível político e económico, destacando que isso encoraja o governo a trabalhar no sentido de apoiar as empresas para investirem no país. “Estamos no lugar certo para busca de parcerias”, afirmou. (Agências)

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