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Venda de vagas mina competitividade e produtividade das empresas

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O Presidente da CTA disse, na última quinta-feira, em Maputo, que as empresas que vendem vagas podem não conseguir competir em pé de igualdade com as outras, uma vez que o diferencial competitivo de uma empresa é determinado pela qualidade e eficiência do capital humano. Rogério Manuel fez este pronunciamento no lançamento da campanha “Vaga Não se Paga” promovida pelo MITESS-Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social, através do INEFP-Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional.

 

O Presidente da CTA referiu que a cobrança de valores monetários para o preenchimento de vagas em empresas constitui, sem sombra de dúvidas, um acto ilícito, cujo combate deverá merecer a nossa maior atenção na medida em que, não apenas configura-se como um acto de corrupção, e portanto punível perante a lei, como igualmente suscita dúvidas em relação à qualidade do capital humano existente nas empresas e igualmente impossibilita a contratação de pessoas devidamente qualificadas para um determinado cargo.
Por conseguinte, explicou: “Uma vez que o diferencial competitivo de uma empresa é determinado pela qualidade e eficiência do capital humano, à priori podemos concluir que esta empresa não conseguirá competir em pé de igualdade com as outras, pois precisamente o seu capital humano colocará em causa a sua produtividade.
Entretanto, Rogério Manuel esclareceu que, este acto de cobranças para ter acesso a vagas não é da iniciativa do patronato em si, é sim do seu pessoal, pois é do interesse de qualquer patronato contratar os melhores candidatos que o mercado de trabalho tem a oferecer, pois estas são as pessoas que cumprirão a missão da empresa, e a levarão até sua visão de futuro, manterão seus valores culturais e darão sustentação aos seus processos de desenvolvimento. Portanto, sublinhou: “O patronato não corrobora com cobranças em troca de vantagens à força do trabalho nos processos de contratação”.
Rogério Manuel salientou que a campanha “Vaga Não se Paga” é lançada numa altura em que a economia do País não se encontra nos seus melhores dias e, por via disso, o desemprego é muito elevado, afectando na sua maioria jovens que pretendam ingressar no mercado de trabalho, apesar de constituírem a maioria da força de trabalho activa no País.
Por outro lado, elucidou: “É justamente este grupo etário, ou seja, os jovens, entre eles recém-graduados, estudantes e estagiários, que ao longo do tempo vêm se tornando alvo de cobranças para o preenchimento de vagas numa determinada empresa ou firma”.

Para o Presidente da CTA, a campanha “vaga não se paga”, apresenta-se como uma iniciativa através da qual podemos consciencializar os diferentes intervenientes do mercado de emprego e da sociedade em geral sobre a prática ilícita e, quiçá, injusta de cobrança e promessas de vagas de emprego a potenciais candidatos ou mesmo cidadãos desempregados.
Neste diapasão, a CTA propõe-se a trabalhar com o Governo e com as associações membros, no intuito de garantir a divulgação desta campanha no seio do empresariado nacional e, por conseguinte, contribuir para o combate à corrupção no processo de recrutamento de mão-de-obra ou preenchimento de vagas nas empresas ou firmas.
Reiterou que, com esta campanha, não apenas o Governo sai a ganhar, mas, igualmente, o Sector Privado e todo aquele que, reunindo as qualificações necessárias, almeja ingressar no mercado de trabalho de forma transparente, com o objectivo de colocar em prática todos os ensinamentos obtidos durante a sua formação e durante o cumprimento do seu estágio.


 

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Esta prática ilícita diminui a qualidade e velocidade de produção

 

Na sua intervenção, o Vice-ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Oswaldo Petersburgo, referiu que, com o lançamento desta campanha pretende-se que os 26 centros públicos de emprego sejam mais conhecidos e estejam mais empenhados no combate a práticas desviantes da nossa sociedade, a corrupção.
Frisou que esta campanha é dirigida àqueles que constituem barreia aos que correm dia após dias com os seus CV´s à procura de uma vaga de emprego e, para além das dificuldades que a nossa realidade ainda impõe, são confrontados com cobranças ilícitas.
“Denunciemos, pois esta prática não pode matar a esperança e confiança de que, com mérito, transparência e dignidade, pode se ter emprego. Ao lançarmos esta campanha, queremos entrar nos corações e nas mentes daqueles que praticam a corrupção no acesso ao emprego, para fazer germinar a consciência e o sentimento de transparência, justeza e meritocracia”, sublinhou Petersburgo, para depois concluir: “À todos esses, dissemos de viva voz ´´vaga não se paga, competência não se compra´. O gestor dos Recursos Humanos que vende uma vaga, para além de praticar corrupção, está a diminuir a qualidade e velocidade da produção da sua empresa, factores importantes para a competitividade no mercado actual”.
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