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Vice-presidente da CTA propõe restrições na exportação de matéria-prima em bruto

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O Vice-presidente da CTA e da AIMO – Associação Industrial de Moçambique, Engenheiro Rogério Samo Gudo, propõe que sejam adoptadas políticas que possam responder os reais desafios da indústria em Moçambique, que vão até a restrições na exportação de matéria-prima em bruto.

“Hoje as indústrias enfrentam muitos desafios; em muitos países o processo de industrialização foi feito sem se ter em conta a questão de sustentabilidade, nos dias que correm os países em desenvolvimento confrontam-se com normas internacionais; são regras extremamente desafiadoras para um país que tem desafios de toda natureza”, referiu Eng. Samo Gudo, que falava, na última quarta-feira, numa mesa-redonda organizada pela UNIDO, alusivo ao dia da Industrialização de África. 

O Vice-presidente da CTA e da AIMO propôs a UNIDO a pensar em políticas que possam restringir a exportação de matéria-prima em bruto para fora de África, como forma de estimular o desenvolvimento da indústria no continente.
Para o Eng. Samo Gudo, industrializar significa agregar valor a um determinado produto, devendo, para tal, se ter a noção do antes e depois. Sendo que, na indústria agregar valor significa transformar a matéria-prima em algo que possa ser usada.
“Podia dar muitos exemplos, mas vou-me concentrar na área agrícola. Temos estado a discutir muito sobre porquê a nossa agricultura não desenvolve. A explicação disso é muito simples: é porque o sector onde a agricultura deveria agregar valor não existe, que é a indústria; a indústria praticamente não existe em Moçambique, ou se existe ela é muito frágil. Para estimularmos a agricultura temos que dar acesso aos mercados e a única forma de trazer acesso ao mercado é agregando valor aos produtos agrícolas, o que significa processar esses produtos”, elucidou Eng. Samo Gudo, para quem “Moçambique rubricou vários protocolos para acesso aos produtos mas ainda não conseguimos tirar proveito desses protocolos porque a nossa indústria não é competitiva”.
O Vice-presidente da CTA e da AIMO disse que o Governo tem que desenvolver políticas que possam estimular a produção, entretanto, têm que ser políticas que possam responder os reais desafios em Moçambique.
Outro empecilho apontado pelo Eng. Samo Gudo, que impede a competitividade da indústria moçambicana, que ele classificou de desafio, é o acesso ao financiamento, porque se existe ainda não responde às necessidades dos sectores produtivos.
“Quem quer produzir não tem rendimentos imediatos e a maioria dos nosso bancos são comerciais; aí está de novo a questão de políticas, porque se queremos desenvolver a nossa indústria temos que ter políticas claras de financiamento”, realçou.
Sobre a Política e Estratégia Industrial (PEI), um conjunto de princípios, medidas e actividades que visam contribuir para o desenvolvimento económico e social, através do aumento da produção, produtividade e qualidade da produção industrial, aprovada pelo Conselho de Ministros em Maio último, o Eng. Samo Gudo disse que, embora não responda às reais necessidades e desafios, foi dado um passo importante.
Apontou o acesso às tecnologias e o know how como sendo outros desafios que se colocam ao sector industrial em Moçambique. “Hoje o acesso às tecnologias acarreta custos e por razões que já mencionei (acesso ao financiamento) as empresas ficam inibidas de acesso a essas tecnologias.
O Embaixador e Delegado da União Europeia em Moçambique, Sven Khun Von Burgsdorff, apontou os aspectos que têm que se ter em conta no processo de industrialização, sendo de destacar a capacitação humana, abertura aos mercados globais, aumento da produção local, captação de mais investimentos e melhoraria do ambiente de negócios.

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