RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA E MELHORIA DO AMBIENTE DE NEGÓCIOS

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FMI propõe reformas de natureza fiscal

A Missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), chefiada por Michel Lazare, reuniu-se na última Terça-feira, 12 de Dezembro, com a Direcção da CTA para troca de impressões sobre a actual situação macroeconómica do país. O FMI transmitiu a sua experiência sobre como é que o sector privado em países que passaram situações similares, conseguiu dar a volta. A CTA diz ter compreendido melhor a magnitude das dificuldades em que Moçambique se encontra e aprendeu do FMI como proceder em momentos de crise. Apontou-se a necessidade de se implementar reformas de índole fiscal.

Para o FMI, do lado da política monetária, o Banco de Moçambique tem demonstrado um bom desempenho na gestão da crise, contudo, em termos de política fiscal, remanescem e persistem problemas que necessitam reformas profundas.

O Chefe da Missão do FMI, Michel Lazare, referiu que, o Sector Público continua com dificuldades de se ajustar à situação

macroeconómica do país aumentando, por conseguinte, o endividamento interno em prejuízo do Sector Privado.

A Direcção da CTA também partilhou as suas percepções sobre a situação económica do país, sublinhando que o crédito à economia está a desacelerar em decorrência da política monetária restritiva e as empresas não estão a produzir o suficiente para pagar os elevados custos de taxas de juros. Referiu-se igualmente as dívidas que o Estado tem as empresas e dificuldades no reembolso do IVA.

A CTA apontou dois instrumentos que estão a ser estudados como possíveis saídas, nomeadamente a restruturação financeira de empresas que têm potencial de desenvolver e revitalizar a economia e o Fundo de Garantia para Pequenas e Médias Empresas como forma de reduzir o custo das taxas de juro.

Na perpectiva da CTA, é imprescindível a redução dos activos empresariais do Estado na Economia. “Foi uma conversa amena e interessante, de uma forma geral, aprendemos bastante sobre como é que as empresas moçambicanas devem proceder numa fase destas. Há um conjunto de reformas que o FMI propõe aos países na mesma situação que a nossa. Nos cingimos na reforma fiscal porque do lado monetário a percepção é que as coisas estão a andar perfeitamente e há de facto, a necessidade do sector privado, dentro da interação que tem com o governo, tentar também trazer essa sensibilidade de melhorar a parte fiscal”, explicou Rogério Samo Gudo, falando à imprensa em representação da CTA.

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