CTA, representada pelo Vice-Presidente, Onório Manuel, e pelo Vice-Presidente do Pelouro de Infra-estruturas, Juma Cangy, participou hoje na cerimónia de lançamento da dragagem capital do canal de acesso ao Porto de Maputo, uma intervenção, estimada em cerca de 150 milhões de dólares norte-americanos.
A cerimónia foi dirigida pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, que, na ocasião, destacou o significado estratégico da obra para a economia nacional e regional.
“É este o significado maior da dragagem que hoje lançamos. Ao tornarmos mais profundo o canal de acesso ao Porto de Maputo, estamos a criar condições para que o alcance de Moçambique seja profundo: para movimentar mais comércio, atrair mais investimento, produzir e exportar mais, servir melhor a nossa região e transformar a nossa posição geoestratégica numa verdadeira força económica da região da SADC”, afirmou o Chefe de Estado.
Daniel Chapo sublinhou que não existe independência económica sem infra-estruturas robustas.
Para o Chefe de Estado, a dragagem insere-se na visão de transformar Moçambique numa economia mais produtiva, industrializada, diversificada e competitiva.
O Presidente da República frisou ainda que o Porto de Maputo está a ser preparado não apenas para responder às necessidades actuais, mas para competir no sistema logístico regional e internacional das próximas décadas.
Recordou que, em 2025, o Porto de Maputo movimentou cerca de 32 milhões de toneladas de carga, que se traduziram em actividade para transportadores moçambicanos, oportunidades para pequenas e médias empresas, emprego para a juventude, receitas para o Estado e transferência de conhecimento e tecnologia.
O Chefe de Estado alertou ainda que a competitividade portuária não termina no cais, dependendo da ferrovia, da estrada, da eficiência fronteiriça, das Alfândegas, dos sistemas de pagamento e dos operadores logísticos.
“Não podemos investir milhões de dólares para reduzir horas no mar e depois perder essas poupanças em procedimentos administrativos desnecessários. Não podemos aprofundar o canal e manter obstáculos burocráticos à superfície”, alertou Chapo, defendendo, por isso, que o investimento em infra-estruturas deve caminhar lado a lado com a simplificação de procedimentos, a digitalização, a interoperabilidade dos sistemas e uma melhor coordenação entre todas as instituições.
A presença da CTA na cerimónia reafirma o compromisso do sector privado em acompanhar e apoiar investimentos estruturantes que impulsionam o comércio, a industrialização e a integração económica regional.
