No âmbito da Missão Empresarial, liderada pela CTA, realizou-se, em Tangerang, o Fórum de Negócios Indonésia-Moçambique, onde defendeu-se a necessidade de transformar o Acordo Comercial Preferencial (ACP) assinado entre Moçambique e a Indonésia, em 2019, em parcerias empresariais estratégicas, investimento produtivo e criação de valor para ambos os países.
Intervindo no Fórum de Negócios, a Directora Executiva da CTA, Teresa Muenda, sublinhou que, num momento em que as duas nações celebram 35 anos de relações diplomáticas, existe uma oportunidade histórica para transformar a amizade em resultados económicos concretos.
Teresa Muenda destacou que o comércio bilateral entre Moçambique e Indonésia atingiu cerca de 103,4 milhões de dólares americanos em 2024, com um superávit de 38,3 milhões para a Indonésia, o que demonstra uma relação estabelecida, mas com amplo espaço para crescimento e diversificação das exportações moçambicanas.
“A questão estratégica não é o que cada país pode vender ao outro, mas o que Moçambique e a Indonésia podem produzir, processar e comercializar juntos”, afirmou.
Moçambique como porta de entrada na SADC

O Secretário de Estado do Comércio, António Crispos, apresentou Moçambique como uma porta de entrada para a África Austral, dada a sua localização estratégica, portos e corredores logísticos que dão acesso ao mercado da SADC.
António Grispos destacou como áreas prioritárias para o investimento indonésio, a agricultura e agro-processamento, energia, indústria, mineração e processamento mineral, pescas e economia azul, bem como logística e turismo.
Terminou convidando investidores indonésios a explorarem as potencialidades de Moçambique.
Por seu turno, a Vice-Ministra do Comércio da República da Indonésia, H.E. Dyah Roro Esti Widya Putri, destacou também a necessidade de transformar o Acordo Comercial Preferencial entre Moçambique e a Indonésia em parcerias empresariais concretas com ganhos mútuos.