Confederação das Associações Económicas de Moçambique

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CTA E NOVA LIDERANÇA DO PELOURO DAS INDÚSTRIAS CULTURAIS E CRIATIVAS ALINHAM PRIORIDADES PARA DINAMIZAR O SECTOR

A Direcção Executiva da CTA manteve encontro de trabalho com a nova Presidente do Pelouro das Indústrias Culturais e Criativas, Lizha James, com vista a alinhar o modelo de funcionamento e actuação do Pelouro.

O encontro marca a nova etapa de trabalho do Pelouro, orientada para o reforço da representação dos agentes económicos das indústrias culturais e criativas, a promoção do diálogo público-privado sectorial e a identificação de iniciativas concretas capazes de dinamizar o potencial económico da cultura moçambicana.

Durante a reunião, a Direcção Executiva instou o Pelouro a assumir um papel activo na defesa dos interesses dos empresários e profissionais do sector, não apenas através da identificação dos principais constrangimentos, mas, também, da apresentação de projectos, propostas e soluções que contribuam para o crescimento, a profissionalização e a valorização das indústrias criativas nacionais.

Entre as prioridades discutidas, destaca-se a elaboração de um plano de acção do pelouro com base num processo abrangente de auscultação dos intervenientes do sector, incluindo artistas, produtores, promotores de eventos, empresas culturais e demais actores da cadeia de valor. O instrumento deverá permitir organizar as prioridades de intervenção, promover a inclusão dos diferentes segmentos e estabelecer uma agenda de trabalho articulada com a CTA e o Governo, em particular o Ministério da Educação e Cultura e o Ministério do Turismo, dada a transversalidade e o contributo da cultura para a atractividade turística do país.

Interligação entre indústrias culturais, criativas e turismo

Um dos aspectos centrais do encontro foi o reconhecimento da necessidade de fortalecer a ligação entre as indústrias culturais e criativas e o sector do turismo, considerando o potencial da música, das artes, dos festivais, do património cultural e das manifestações artísticas na promoção de Moçambique como destino turístico. Neste contexto, foi defendida uma abordagem que permita transformar a criatividade e a diversidade cultural nacional em oportunidades de negócio, geração de emprego, atracção de investimento e valorização das economias locais.

A reunião permitiu igualmente abordar desafios estruturantes que condicionam o desenvolvimento das indústrias culturais e criativas, com destaque para a protecção dos direitos de autor, a necessidade de adaptação do quadro de protecção da propriedade intelectual aos desafios colocados pela inteligência artificial e a criação de mecanismos que permitam aos artistas obter rendimentos sustentáveis a partir da exploração dos seus conteúdos e obras, para além da realização de espectáculos.

Para a CTA, o reforço das indústrias culturais e criativas representa uma oportunidade para alargar a base produtiva da economia, estimular o empreendedorismo, criar emprego jovem e feminino e desenvolver novas fontes de rendimento, enquanto contribui para a promoção da imagem e identidade de Moçambique.

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