Análise de Mercados II

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Esta semana inicou com bom desempenho dos mercados financeiros. Contudo, ao longo da semana, alguns indices como NASDAQ em Nova Iorque e IBovespa em São Paulo, tiveram quedas contínuas, que depois reverteu-se na Quinta-Feira. Este comportamento foi determinado pelos dados da economia dos Estados Unidos mostraram um superávit fiscal menor do que o previsto. Os receios sobre a situação da Ucrânia mantém-se e têm constituído uma fonte de tensões nos mercados.

As mercadorias no sector energético ainda estão sob efeito das tensões geradas pela queda inesperada, semana passada, das reservas de petróleo nos Estados Unidos. Assim, alguns países vendo o espectro da escassez de petróleo nos próximos tempos, têm importado mais do que precisam, com o objectivo de criar uma reserva interna, pressionando o preço do barril a disparar. Com aprocura em alta no petróleo, gera procura em baixa no gás e, como resultado, o seu preço reduz. Desta feita, a semana iniciou com o barril do Brent a ser transaccionado a USD 108,41, negociado em Londres, tendo terminado a USD 109,09, tendo crescido a 0,6%. Por sua vez, o WTI, negociado em Nova Iorque, começou com USD 100,59 e terminado com USD 101,94, um crescimento de 1,3%. O Gás Natural, reduziu em 1,8%, tendo passado de USD 4,43 o metro cúbico, termina a semana a USD 4,35.
É necessário destacar que o desempenho do preço do barril de petróleo tem estado fora das projecções iniciais que apontavam uma redução até ao nível de USD 99,7 o barril. Sendo Moçambique um importador líquido, se o Governo tiver-se baseado nessas projecções, significa que a esta altura deverá estar a registar desvios em cerca de 10% do previsto da despesa com a importação do petróleo o que estará a exigir esforços orçamentais adicionais.

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