Bomba Azul procura parceiro para completar o projecto

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Após cumprir o serviço militar obrigatório, cuja desmobilização culminou com o processo de paz em 1990, João Zefanias rumou para vizinha África do Sul em busca de melhores condições de vida, experimentando trabalho dependente e à título individual, como sapateiro. Movido pelo desejo de desenvolver o seu país, em particular a sua terra natal (Jangamo – Inhambane), decidiu materializar a iniciativa empreendedora, construindo uma gasolineira, denomianada “Bomba Azul, que inclui uma loja de conveniências, confeitaria e uma pequena padaria. Um sonho concretizado em 2013. O empreendimento completo prevê serviços de restauração, acomodação e pousada para transportadores de longo curso, por isso procura parcerias para conclusão do projecto dos seus sonhos.

Em entrevista a “CTA Newsletter”, João Zefanias recorda ter enfrentando muitas dificuldades, por conta da burocracia na administração pública e da desarticulação entre as várias entidades envolvidas no processo de licenciamento de empresas.
Recorda, com alguma tristeza, que, após a autorização ambiental e ter executado mais de 50% da obra, sofreu embargo da ANE, processo este que viria a ser resolvido depois de muitos “vai-vens”.
A empresa, com capacidade instalada para facturação anual de de cerca de 100 milhões de Meticais, iniciou a actividade com 17 trabalhadores e hoje conta com 20. Dadas as limitações financeiras, a Bomba Azul opera, resentemente, abaixo da sua capacidade, situação que, segundo o proprietário, poderia ser ultrapassada havendo uma parceria inteligente com alguém interessado em partilhar seus recursos.
João Zefanias é membro do Conselho Empresarial do Distrito de Jangamo e sua empresa está filiada à Associação Moçambicana dos Panificadores (AMOPÃO) – Delegação Provincial de Inhambane, e sente-se motivado a dar sua contribuição à CTA, em virtude desta lhe ter apoiado na anulação das multas exorbitantes que lhe haviam sido imputadas pela Autoridade Tributária, assim como os ganhos que a CTA vem alcançando, o que testemunha avanços no ambiente de negócios.
O nosso entrevistado refere ainda estar satisfeito com o negócio, e acredita que um dia vai encontrar um parceiro certo para concluir o projecto dos seus sonhos.
Apontou para a necessidade da revisão da Lei de Terras, o mais rápido possível, devido às lacunas que a mesma apresenta, sobretudo no processo de aquisição de terreno para fins de investimento.
“A terra é pertença do Estado, mas, na prática, o este não a tem.Ela é detida, sim, pelas comunidades, o que, por conseguinte, concorre na fuga de investidores”, saleientou João Zefanias.