BRITAM SEGUROS, MEMBRO DO CONSELHO EMPRESARIAL NACIONAL: A nossa facturação caiu cerca de 50% devido a esta pandemia

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Quando e em que contexto surgiu a Britam Seguros?

A Britam Seguros entrou no mercado de Moçambique em 2014, através de uma aquisição da Real Seguros que actuava no mercado desde 2010.

Qual é o ramo e o raio operacional?

O nosso ramo operacional é o seguro não vida. A Britam está representada em três províncias com cinco filiais, Sul (Maputo), Centro (Chimoio e Beira), Norte (Nampula e Tete). Também conta com uma ampla rede de intermediários de seguros em todo o País para expansão dos negócios.

Com quantos trabalhadores a empresa começou como operações e com quantos conta actualmente?

A Companhia iniciou as suas atividades com um funcionário em Agosto de 2010. Agora conta com um total de 46 funcionários e 20 agentes vinculados.

Quais são as principais restrições, especialmente relacionadas ao sector que actua, no contexto da COVID-19?

O maior desafio no actual ambiente da COVID-19 é a desaceleração das actividades comerciais devido às medidas decretadas pelo Governo para contenção da pandemia. As medidas de mitigação prejudicaram sectores-chaves, como a cadeia de valor que apoia o sector de aviação, como hotéis e sector de turismo.
O negócio também está a projectar uma liquidez lenta devido ao encerramento de algumas actividades e com restrições de fluxo de caixa. Por outro lado, os seguros sempre ficaram em último lugar na lista de prioridades em todo o mundo, e isso se torna pior em um país como Moçambique, onde a cultura de seguros não é forte. Em tempos difíceis, como este período da COVID-19, a tendência para os clientes é se concentrar nas necessidades primárias, como alimentos. As empresas seguram os seus negócios quando estão activas e estão gerando receita. Nesta época, estão a fechar suas portas ou a reduzir as actividades, então provavelmente reduzirão o seguro ou cancelarão. Muitos projectos foram suspensos, monitorando os desenvolvimentos da pandemia, o que significa que as decisões de compra de seguros também foram suspensas. O seguro se reforça em economias em expansão e quando estamos em declínio, sempre será fortemente impactado.
A COVID-19 é uma pandemia que impacta na saúde e definitivamente terá um impacto no nosso seguro médico. Poderemos avaliar com precisão o seu impacto no fim, mas, por enquanto, observarmos um aumento no apetite pelo Seguro Médico, mas ainda estamos para avaliar completamente o impacto nos sinistros. Apesar do declínio nos novos negócios, o maior risco que enfrentamos agora é a liquidez. Mesmo os clientes que ainda desejam continuar com o seu seguro, eles podem ter dificuldades para pagar prémios.

Quais são as medidas que a Britam está a adoptar para mitigação dos efeitos desta pandemia?

A primeira linha de defesa é o cumprimento das recomendações do Governo na contenção do vírus. A nossa primeira prioridade é a segurança de nossa equipe e clientes. Adoptamos outras medidas da seguinte maneira: Higienização das mãos de colaboradores e clientes e a observância do distanciamento enquanto estiverem nas instalações da Britam; Uso rigoroso de equipamentos de protecção (máscaras e luvas) dentro das instalações; Adopção de reuniões virtuais e desencorajamento a reuniões presenciais, quer sejam a nível de colaboradores, quer sejam com clientes dentro ou fora das instalações; Implementação de um programa de rotação que garanta que apenas funcionários críticos estejam no escritório com o apoio das equipes que trabalham em casa; Comunicação constante com a nossa equipe e stakeholders sobre as soluções e oportunidades pandêmicas e disponíveis.

Que medidas recomendaria à CTA visando a mitigação dos efeitos da COVID-19?

A CTA é crucial como o elo entre as empresas e o Governo, pelo que desempenha um papel crítico no fornecimento de informações, tanto para as empresas, quanto para o Governo. Recomendamos que continue a sensibilizar o sector produtivo a seguir as recomendações do Governo e das autoridades de saúde. É necessário incentivar trabalho a partir de casa.

Qual é o volume de negócios da Britam Seguros e até que ponto a COVID-19 afectou a facturação da empresa?

Nossa facturação caiu significativamente desde Março. Desde essa altura tem vindo a registar uma queda de cerca de 50% mensalmente. No entanto, saímos bem no início do ano e isso amorteceu o impacto nos negócios. A facturação da empresa para 2020 foi projectado em USD 8M. Contudo, devido a esta pandemia, a gerência analisou o possível impacto e concluiu que o volume de negócio pode sofrer uma queda de 27% se a pandemia se arrastar por mais tempo do que o esperado. A empresa permanece optimista que o volume projectado para este ano deve ser alcançado.

Alguma mensagem especial para empresas moçambicanas, sobretudo as PME´s?

A filosofia da Britam sempre foi o fornecimento de soluções no mercado. A empresa tem soluções personalizadas que atendem às necessidades de Moçambique. A solução abrange Saúde e Comércio, onde a Companhia apoia as empresas a ter acesso a mais oportunidades através da criação de instrumentos de seguro alternativos para aprimorar o comércio. Uma dessas soluções é o Seguro de Crédito Comercial.
O nosso compromisso com os funcionários, clientes e comunidade de negócios é que a Britam esteja presente em todas as etapas do processo.
A COVID-19 é como uma nova escritura ainda a ser escrita: Em todo o mundo ninguém experimentou algo dessa natureza e magnitude. O nosso conselho é que os líderes empresariais devem monitorar de perto o desenvolvimento desta pandemia e seus efeitos nos negócios. Algumas das principais qualidades que farão os negócios sobreviver, são a flexibilidade e agilidade. A revisão constante de procedimentos e processos também é fundamental para a sobrevivência das empresas. Isso, definitivamente, nos leva a um dos principais facilitadores dos negócios, a Tecnologia.

Juntos vamos conquistar. #FiqueSeguro #BritamCares