CONFEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES ECONÓMICAS DE MOÇAMBIQUE

CONFEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES ECONÓMICAS DE MOÇAMBIQUE

CPMO+1: Banco de Moçambique perspectiva retorno da inflação a um digito em 2023

CPMO+1: Banco de Moçambique perspectiva retorno da inflação a um digito em 2023

A CTA e o Banco de Moçambique realizaram o CPMO +1, um evento que visa reflectir sobre as Medidas do Comité de Política Monetária e Perspectivas para 2023. A CTA começou por apresentar o Relatório do Índice de Robustez Empresarial que trás as tendências do desempenho empresarial em Moçambique. Num ano caracterizado por sucessivos aumentos da taxa de Juro de Política Monetária (MIMO) e da Prime Rate com taxas finais a rondarem nos 17,5% e 22,6% respectivamente, a tímida recuperação do Índice de Robustez Empresarial (IRE) indica que o sector empresarial está a ressentir dos diversos choques que assolaram a economia nos primeiros três trimestres do ano, com o destaque para o aumento dos preços dos bens administrados que os seus efeitos repercutiram no não só no aumento dos preços da matéria-prima, como também nos demais custos de produção.

O Banco de Moçambique começou por explicar que o mandato do Banco Central passa por assegurar o valor de moeda a médio prazo, portanto, 8 trimestres. Para o efeito, a taxa de política monetária tem sido usada como âncora para influenciar as dinâmicas do mercado. Seguidamente, apresentou as decisões do Comité de Política Monetária durante o ano de 2022 e que foram tomadas com o intuito de garantir o cumprimento do objectivo primordial do Banco, que é manter a inflação baixa (um dígito) e garantir a estabilidade de preços, como elemento fundamental para manter o poder de compra da população e permitir uma melhor formulação de expectativas em relação aos investimentos.

Referiu ainda, que, para o ano de 2023 as perspectivas para economia nacional são de manutenção do crescimento do PIB e de redução da taxa de inflação para um dígito. Esta expectativa é justificava na sua maioria pela abertura da economia nacional com o relaxamento das medidas de contenção da propagação da pandemia da COVID-19, pela implementação do pograma com o FMI, e pela execução dos projectos de LNG advertindo também a existência de alguns riscos externos associados ao abrandamento da economia mundial, eventos climáticos extremos, impacto da inflação elevada sobre a procura externa. Outro risco importante advém das pressões da inflação com a subida da despesa pública corrente, bem como de situação de segurança em Cabo Delgado. A recente comunicação do Presidente da Republica mostra que a situação estava se alastrar para outras províncias.

Como nota final, todos os participantes foram unânimes em reconhecer que para o ano de 2023, a expectativa é de existência de maior interação entre a política fiscal e a política monetária, como um mecanismo vital para eficácia das medidas a serem tomadas.

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