CTA PARTICIPA VIRTUALMENTE NA CONFERÊNCIA DE LÍDERES DA CCA

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A CTA, representado pelo respectivo Presidente, Agostinho Vuma, participou hoje, virtualmente, na Conferência de LÍderes da CCA – Corporate Council on Africa, tendo acompanhado a sessão subordinada ao tema “Inovações Económicas e no sector da Saúde em Resposta a COVID-19”, que contou com a participação do, Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, na qual abordou sobre as acções empreendidas pelo Governo no âmbito da prevenção, mitigação dos efeitos e acções pós COVID-19.

Na sua alocação, o Chefe de Estado moçambicano referiu-se à chegada, relativamente, tardia da COVID-19 ao continente africano, e em Moçambique em particular o que conferiu uma janela de oportunidade para delineamento de uma estratégia de acção em conformidade com as recomendações da OMS e da União Africana, tendo as primeiras acções incidido nas campanhas de sensibilização pública e a institucionalização de uma Comissão Científica, assim que foram anunciados os primeiros casos em finais de Março, de seguida decretou-se o Estado de Emergência, e outras medidas como o uso obrigatório de máscaras e fecho das fronteiras.

Sobre os impactos da COVID-19, referiu que, como eram esperados, os impactos sócioeconómico são negativos, sendo que até ao momento o País conta com 757 casos positivos, 5 óbitos, 206 casos recuperados. A nível económico, as empresas não estão a funcionar em pleno e algumas encerraram, com consequência no aumento do desemprego. Turismo e transportes são os sectores mais afectados.

Realçou, igualmente, que no âmbito da mobilização de esforços para conter a pandemia, empresas nacionais e estrangeiras, incluindo americanas, responderam positivamente ao chamamento do Governo, bem como o papel do FMI e do Banco Mundial que continuam sendo parceiros fundamentais do Governo. Informou que, para mitigar os impactos da COVID-19, o montante ascende a USD 700 milhões e grande parte do valor está garantido.

A estratégia de desenvolvimento do País, conforme o Programa Quinquenal do Governo 2020-2024, privilegia os sectores de agricultura, energia, incluindo Oil&Gas, o Turismo, Transportes e infraestruturas. Igualmente, realçou que, como resultado da adopção de reformas sociopolíticas e económicas, foi aprovado o II Compacto do Millenium Challange Corporation.

No que tange a reabertura da economia e o novo normal, o empenho será em assegurar que Moçambique seja destino importante de investimentos, agora e pós COVID-19. Para o efeito, será fundamental assegurar investimentos na área de saúde, alargar investimento em infraestruturas, facilitar as condições de negócios, promover o conteúdo local para alavancar a capacidade interna para potenciar o sector privado nacional, bem como implementar alguns ajustes fiscais e monetários. Destacou que, mesmo durante este período continua o interesse de empresas africanas e dos EUA em investir no País.