CTA promove o envolvimento do empresariado nacional na cadeia de valor da Economia Azul

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O Presidente da CTA assegurou na última sexta-feira, ao Governo, que o sector privado fará de tudo para garantir o envolvimento e o contributo do empresariado nacional nas cadeias de valor globais e regionais da Economia Azul, mobilizando as empresas a explorarem de forma sustentável os recursos existentes, com observâncias das normas internacionais e ambientais que possam garantir a preservação dos ecossistemas e o desenvolvimento harmonioso das actividades de Biodiversidade/conservação, Pescas, Transporte marítimo, Energias renováveis, Portos, Petróleo e Gás, Aquacultura, Turismo e outras afins. Porém, o Governo deve implementar reformas de índole legislativo que resultem de uma melhoria da capacidade das empresas para cumprir com os padrões de qualidade necessários, remoção das barreiras aos negócios para que as empresas possam, partilhar e colher experiências de modelos em curso em países com historial de sucesso no desenvolvimento de diferentes áreas de Economia Azul.

Falando no Fórum Empresarial de Desenvolvimento da Economia Azul, realizada no âmbito da Conferência Crescendo Azul, que teve lugar em Maputo, nos dias 23 e 24 de Maio corrente, Agostinho Vuma disse que a CTA advoga, igualmente, pela identificação e promoção dos melhores modelos de engajamento dos diferentes intervenientes institucionais para o sucesso da investigação científica, tecnológica e inovação, aplicada em áreas de desenvolvimento da Economia Azul, impulsionando o desenvolvimento de infraestruturas de transporte adequada e de qualidade que facilite a circulação de mercadorias e serviços.
A CTA considera que, o aumento da competitividade dos portos nacionais e do transporte marítimo e fluvial, são cruciais para um melhor aproveitamento do enorme potencial derivado da localização geográfica de Moçambique e da extensão da sua linha costeira e dos preciosos recursos oceânicos que o Índico oferece, o que pode servir para catalisar a industrialização e a transformação económica necessárias para o desenvolvimento do País.
A economia moçambicana é caracterizada por um enorme potencial de recursos costeiros, marítimos, fluviais e lacustres, que podem representar uma grande e fiável alternativa para a política económica do País, com todos os ganhos advenientes destes recursos que podem concorrer para o desenvolvimento económico do País e para a satisfação das necessidades básicas dos moçambicanos.
Para o Presidente da CTA, a localização estratégica de Moçambique, com seus cerca de 2700 Kms de costa, pode servir como um grande potencial capaz de contribuir na agenda de desenvolvimento da região, a SADC, o continente e o mundo.
Salientou ainda que, no contexto da Zona de Comércio Livre continental, uma exploração estratégica e sustentável destes recursos, pode jogar um papel de relevo, colocando Moçambique numa posição de liderança pelas vantagens competitivas que pode oferecer como ponto de ligação, trânsito e fluxo de pessoas e mercadorias para os países do interland.