CUSTOS DE MATÉRIAS-PRIMAS, DE CAPITAL E DE ENERGIA SÃO OS QUE MAIS AFECTAM A COMPETITIVIDADE DO SECTOR INDUSTRIAL NACIONAL

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A indústria manufactureira moçambicana tem apresentado decréscimo significativos nos últimos 10 anos, sendo que, em 2017 a sua contribuição no PIB foi de 8,7%, contra 11,8% registados em 2008.

O estudo da CTA sobre os desafios do sector industrial em Moçambique, apresentado ontem em Maputo, indica que os custos de matérias-primas, de capital e de energia, são os que mais afectam a competitividade do sector.

Nota-se, igualmente, que a contribuição do sector manufactureiro nas exportações totais, também, tem tendência a reduzir, tendo caído de 47.7% em 2011 para 25.9% em 2017.

Adicionalmente, segundo aponta o estudo, constata-se que a redução de 300 médias empresas entre 2003 e 2015, implicou uma perda do Valor Acrescentado Bruto da indústria manufactureira em cerca de 9.4% em 2015 e em cerca de 13% em 2018, facto que tem contribuído para a redução do peso deste sector na actividade económica ano após ano.

Fazendo uma comparação com a África do Sul, o estudo constatou que, em relação ao custo de capital, uma empresa sul-africana possui uma vantagem competitiva estimada em cerca de 38,01% em relação a uma moçambicana, o que significa que se o custo de capital moçambicano fosse igual ao sul-africano, o custo de produção do sector seria 38.1% mais baixo.