DESAFIOS DO SECTOR IMOBILIÁRIO EM MOÇAMBIQUE: CTA DEFENDE UM DEBATE PROFUNDO SOBRE COMO ATRAIR NOVOS INVESTIMENTOS PARA O SECTOR

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A CTA defende a necessidade de um debate profundo sobre como atrair novos investimentos para o sector imobiliário em Moçambique, e as melhores formas de projectar as actividades de muitas Pequenas e Médias Empresas que operam na prestação de serviços e fornecimento de equipamentos e outro material, de modo a criar-se um elo empresarial que possa contribuir para a criação de mais postos de trabalho, tendo em conta que os sectores imobiliário e de construção são os que podem oferecer disponibilidade de emprego para milhares de moçambicanos.

Falando na abertura da MOZAMREAL, que teve lugar na última quarta-feira, em Maputo, o Vice-presidente da CTA, Daniel Dima, disse que os indicadores do sector imobiliário em Moçambique são fortemente desafiados pelas recentes catástrofes nacionais, nomeadamente os ciclones Idai e Kenneth, e todos são chamados a uma reflexão sobre como alavancar o desenvolvimento deste sector num momento de enormes desafios financeiros e de algum descrédito por parte de muitas instituições nacionais e internacionais de investir no país.

Para CTA, como parceira desta iniciativa, a MOZAMREAL pode jogar um papel importante na promoção de uma reflexão e de um debate sobre como restaurar a confiança dos investidores locais e internacionais no sector imobiliário moçambicano, incluindo a desmistificação dos obstáculos ao investimento no imobiliário em Moçambique.

A este respeito, Daniel Dima desafiou as instituições académicas e de comunicação social a fazerem um estudo comparativo sobre o peso do sector imobiliário no emprego e na valorização do PIB, sobretudo nestas duas componentes, e os montantes correspondentes a receitas fiscais arrecadadas pelo Estado, a partir deste sector, para se aferir o real contributo deste sector na economia nacional, e a eficácia do investimento público para solucionar os graves problemas de habitação, particularmente para a juventude.

“Como empresários e principais fazedores da economia do país, devemos preparar as nossas empresas e os nossos trabalhadores para responderem com eficácia os desafios que o sector imobiliário e o da construção civil representam para o nosso país, olhando para as duas dimensões que se nos colocam, nomeadamente, a modernização das infraestruturas públicas, privadas e sociais e, por outro lado, a reconstrução do tecido infraestrutural destruído pelos ciclones nas regiões centro e norte do país”, referiu.