DISCURSO DE AGOSTINHO VUMA POR OCASIÃO DA TOMADA DE POSSE COMO PRESIDENTE DA CÂMARA AGRÁRIA LUSÓFONA (CAL)

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Distintos e Exmos Senhores,

Constitui uma honra e motivo de orgulho, assumir as prestigiosas funções de Presidente da Câmara Agrícola Lusófona, esta nossa organização empresarial e intercontinental.

Tenho consciência da elevada exigência do cargo, pelo que não posso deixar de estar grato pela distinção e pela prova da confiança em mim depositada.

Gostaria de expressar o meu cometimento pessoal e a determinação de cumprir integralmente com todas as exigências do cargo que me confiastes.

Foi esse, certamente, o desejo que massivamente expressastes ao nos confiar esta missão.

Queremos afirmá-lo com muita clareza: podeis contar com a nossa total entrega à causa do desenvolvimento da agricultura e do agronegócio na nossa Comunidade.

A postura construtiva e ambiciosa que queremos que caracterize a ação desta Câmara será a única forma de assumirmos uma posição respeitada, determinante e inultrapassável na defesa dos nossos objectivos em toda a CPLP!

Defenderemos, com inteligência estratégica, o prestígio e respeitabilidade da classe empresarial. Todos os micro, pequenos e médios empresários que operam no sector agrícola, em qualquer parcela do território da CPLP, sentirão que podem contar com a sua CAL, em quaisquer circunstâncias que possam pôr em causa a sua justa honorabilidade e o bom ambiente de negócios.

Caros e nobres colegas,

Apesar do reconhecimento franco de quem tem uma missão difícil, de corresponder às expectativas de pessoas e também o empresariado da nossa Comunidade, assumo a Presidência da CAL profundamente motivado e empenhado para continuar a trabalhar na consolidação do progresso que sei que a agricultura na nossa Comunidade, com todas as condições climáticas favoráveis, merece.

Acreditei e acredito na CAL e nos seus membros.

Acredito numa liderança responsável, motivadora e alicerçada apenas no espírito de servir a CAL.

Não fiz e não farei promessas que sei não serem possíveis de cumprir.

Os Governos da CPLP podem contar com a nossa colaboração, com a nossa capacidade de diálogo e vontade de alcançar consensos na luta pela afirmação da agricultura como base de desenvolvimento.

Temos uma noção muito clara do respeito institucional, da importância das boas relações, do diálogo e do consenso.

Mas também queremos desenvolver uma CAL muito mais exigente, mais rigorosa e cultora de políticas favoráveis à agricultura e de melhores parcerias com aa diversas entidades da União Europeia, do BAD, no contexto do Compacto Lusófono, das Nações Unidas, através da FAO, e de uma meritrocracia da administração, particularmente no que diga respeito à gestão de políticas agrícolas.

Caras e caros,

Não me revejo nos discursos que só falam em dificuldades, mas sim na verdade que aponta as soluções, que mobiliza as pessoas e, daí, fazem renascer a esperança e a confiança.

Hoje é comumente sabido que os desafios que enfrentamos nesta Câmara são muitos, sérios e reais. Não serão resolvidos facilmente, nem num curto espaço de tempo.

Mas, por muitas dificuldades que se inscrevam no nosso caminho, digo-vos, convicto:

 
Tem de ser possível dar resposta aos principais e mais emergentes anseios dos nossos associados.


Sem ilusões e sem desculpas simplistas, juntos encontraremos solução.

Isto se fizermos da CAL, como a entendo, um instrumento de serviço aos associados e não um mero instrumento de protagonismo pessoal.

Amigas e amigos,

Outra marca da nossa atitude resume-se nesta confirmação, que vos declaro: Não sou um homem só, que procura a idolatria na personificação de um projecto pessoal.

A minha opção inequívoca é pelo trabalho em equipe. E é juntos que teremos de cumprir um projeto coletivo, que interesse ao futuro e que concorra para o alcance dos objetivos para que a CAL foi criada.

Pretendemos fazer dos órgãos da CAL uma unidade plural e coesa, onde a atitude e o compromisso de cada um é para com os associados, no seu todo, e para com o futuro desta Câmara.

O valor da consciência partilhada e generalizada será a alavanca necessária para forjar o sentido estratégico da nossa CAL.

Acredito que uma boa governação é feita de compromissos e não de promessas. De verdade e não de ilusões. De rigor e de seriedade.
Da capacidade de ouvir as pessoas e de actuar em função das suas necessidades e ambições.

Acredito, também, que para vencer os desafios dos nossos dias é necessária uma nova geração de decisões públicas participadas.

Para uma governação ativa da nossa Câmara urge promover uma renovação de confiança, com todos os associados.

De Vossas Excelências iremos solicitar mandato para assumirmos com a CAL um compromisso com a verdade, baseados em cinco prioridades para a nossa acção:

Primeira prioridade, fomentar uma Câmara segura, moderna e aberta à filiação de todos os agentes económicos, pequenos e grandes, formais e informais.

Segunda prioridade, a consolidação do Diálogo interinstitucional.

Terceira Prioridade, uma gestão responsável, participada e rigorosa.

Quarta prioridade, o desenvolvimento do serviço de apoio ao desenvolvimento agrícola.

Quinta prioridade, o fortalecimento do nosso movimento associativo.

Este é o compromisso e prioridades que em breve pretenderemos ver sufragados por todos vós e pelos associados.

Minhas senhoras e meus senhores,

Termino agradecendo, reconhecidamente, a presença de tão excelsas e dignas personalidades neste ato de elevado significado individual e institucional.

Desejai-me muita sorte para os próximos três anos e ajudai-me nestes imensos trabalhos em prol de uma Câmara mais atuante e que sirva aos interesses de todos.

Muito obrigado a todos.