ESPECIAL FACIM 2018: Plataforma para reforçar aposta na agricultura

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Decorre deste Segunda-feira, 27 de Agosto, até Domingo 2 de Setembro, a 54ª edição da FACIM, em Ricatla, Marracuene. No dia de abertura, após percorrer todos os pavilhões, o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse que esta edição deve servir de plataforma para reforçar a nossa aposta na agricultura, desde a produção, agro-processamento e comercialização, como forma de capitalizar as oportunidades de emprego geradas em toda sua cadeia de valor.

O Primeiro-Ministro disse ter ficado muito impressionado com o que viu no Pavilhão Moçambique, nele expostas as potencialidades económicas de todas as províncias do País, mostrando de forma inequívoca o aumento da produção agrária, em resposta ao apelo do Governo.
Para o PM, o aumento da produção agrária está a reflectir-se na redução do nível geral de preços, particularmente nos bens alimentares e os ganhos reflectem-se ainda na redução gradual do volume de importações de produtos alimentares. Com a redução de importações, o País poupa divisas, o que contribui para a estabilidade da nossa Moeda, o Metical.
Para continuarmos a estimular a produção e produtividade agrícola, Carlos do Rosário disse que o Governo tem estado a desenvolver acções com vista a fortalecer a ligação de toda a cadeia, desde a produção, transporte, armazenamento e comercialização.
É neste contexto, que, sublinhou o governante: “estamos a implementar o Plano de Acção de Comercialização Agrícola 2018-2019, que tem como finalidade, dinamizar o processo da comercialização, a nível nacional”.
Para esse efeito, explicou: “estamos a investir na melhoria das vias de acesso com vista a assegurar o escoamento dos excedentes agrícolas dos centros de produção para as indústrias de processamento e mercados”.
A par disso, informou que o Governo está a mobilizar recursos em termos e condições favoráveis, com o envolvimento de instituições financeiras, para promover o processo de comercialização agrária no País.
A título de exemplo, referiu que está assegurado um fundo de garantia de crédito pelo Banco Nacional de Investimento (BNI), que irá facilitar o acesso ao financiamento para as micro, pequenas e médias empresas nas cadeias de valor da produção, processamento e comercialização do sector agrário e do subsector do caju.
Para continuarmos a aumentar as exportações e melhorar a competitividade da economia, o Primeiro-Ministro instou as Pequenas e Médias Empresas (PME`s) a desempenhar o seu papel na dinamização da economia. Assim, o Governo continuará a dedicar especial atenção a este segmento empresarial, com vista a promover o seu crescimento e maior acesso a mercados nacionais e internacionais.
Ainda com vista a impulsionar as PME´s, o PM reiterou que o Governo está na fase conclusiva de validação das dívidas do Estado, junto dos fornecedores de bens e serviços, de modo a efectivar o seu pagamento. Para o Governo, o pagamento das dívidas contraídas junto deste segmento empresarial constitui prioridade, uma vez que as PME´s têm um grande contributo na geração de emprego e renda, principalmente para mulheres e jovens.
O PM encorajamos aos expositores e participantes nesta Feira, a capitalizarem as oportunidades de negócios existentes, particularmente na agricultura, turismo, energia e infra-estruturas, transformando-as em compromissos concretos e em transacções comerciais entre o País e o resto do mundo.
No âmbito, o PM encorajou as PME´s a apostarem, cada vez mais, na embalagem dos seus produtos, de modo a melhorar a conservação dos mesmos e torna-los mais competitivos no mercado interno e internacional.
Na presente edição, participam na FACIM 2.200 empresas nacionais e estrangeiras contra um total de 2.048 empresas que participaram na última edição. Estão presentes cerca de 90 Pequenas e Médias Empresas, contra 72 no ano passado, o que mostra o aumento do nível de participação deste segmento empresarial na presente edição.
Foi apresentado o Directório de Fornecedores Locais produzido no âmbito da Conferência sobre Oportunidades Locais realizada em Pemba. A CTA tem disponivel no seu stand, o portfólio de projectos, informação sobre oportunidades de negócios em Moçambique, informação sobre os pacotes de financiamento, tanto para empresas assim como para associações empresariais e informação sobre parcerias de negócios e investimentos no país.
Durante a realização da Feira, a CTA tem vindo a realizar encontros de negócios (B2Bs) com empresários dos outros países.
Através do Gabinete de Apoio Empresarial, no seu stand a CTA está a dar assistência aos empresários em conflito com Administração Pública.
Um dos enfoques que a CTA está a dar nesta sua participação na FACIM, é a agricultura, em particular a produção de alimentos.
Neste contexto, realizou na Terça-feira, na sala de Conferências – Espaço FACIM, um WORKSHOP sobre “Oportunidades de Financiamento ao Agronegócios”.
Organizado em parceria com a GAIN, o evento tinha como objectivo partilhar informações relevantes sobre os diferentes produtos financeiros disponíveis no mercado direccionados às PME´s, em particular do sector do agronegócios. Foram abordados os seguintes temas:
Linhas de financiamento existentes para o agronegócio;
Termos e condições para o acesso ao financiamento;
Facilidades que as linhas de financiamento dispõem (garantias).