Confederação das Associações Económicas de Moçambique

I CONFERÊNCIA NACIONAL SOBRE A ECONOMIA CRIATIVA: MODA NECESSITA DE INVESTIMENTOS PARA MELHOR ESTRUTURAÇÃO NA SUA CADEIA DE VALOR

A CTA considera a Moda como um dos subsectores das Indústrias Criativas com maior potencial em Moçambique, no entanto, necessita de investimentos para uma melhor estruturação das suas micro e pequenas empresas em diversos níveis da sua cadeia de valor, que inclui o design têxtil e de produto, a maquinaria para a indústria têxtil e de confecção de vestuário, e o acesso a mercados nacionais e regionais.

Falando na 1ª Conferência Nacional sobre a Economia Criativa, que decorre de 27 a 28 de Julho sob o lema “Desafios e oportunidades para o fortalecimento da economia criativa”, o Vice-Presidente da CTA, Vasco Manhiça, referiu que o investimento neste subsector irá impulsionar também o desenvolvimento do agronegócio através do aumento da demanda pela produção algodoeira, aceleração do desenvolvimento industrial têxtil e de confecção de roupas e calçado, bem assim no impulso ao consumo interno de produtos manufacturados.
Sendo as Indústrias Criativas um dos sectores muito afectado pelos impactos da COVID-19, Vasco Manhiça considera esta uma oportunidade para o início de um novo ciclo onde há elevadas expectativas para sua recuperação.

 

Intervenções da CTA

Pelo reconhecimento do papel que as Indústrias Culturais e Criativas desempenham na economia nacional, a CTA criou o respectivo pelouro para lidar especificamente com os assuntos relacionados com este sector que é tipicamente transversal à semelhança de outros sectores como o turismo e o ambiente.
Neste âmbito, o Pelouro tem privilegiado a auscultação dos agentes do sector sobre os principais desafios enfrentados, e tem se orientado pela viabilização do posicionamento do sector privado nas diversas propostas legislativas como a Lei de Espetáculos, a Lei do Mecenato, e o Estatuto do Artista, bem como a procura de fontes de financiamento.
Em Moçambique, as Indústrias Criativas estão numa fase embrionária, mas em franco crescimento, apresentando um enorme potencial nos vários domínios e possuem vários subsectores, com enorme capacidade para a geração de renda e de postos de trabalho.
Com efeito, de acordo com o Banco Africano de Desenvolvimento, depois da agricultura, o sector das indústrias culturais e criativas constitui uma das principais fontes de empregabilidade nos países em vias de desenvolvimento, na sua maioria jovens e mulheres.
Até 2030 perspectiva-se que o sector crie cerca de 25 milhões de postos de trabalho em África, e tenha uma valoração de 31 biliões de Dólares Americanos.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn