PARA RESPONDER ÀS NECESSIDADES ALIMENTARES NO ÂMBITO DA COVID-19: Governo e CTA discutem o programa de intensificação da produção agrícola

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O Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, reuniu-se na última sexta-feira, 18 de Abril, com a CTA para partilhar as medidas, em carteira, que o Governo pretende adoptar para mitigar os efeitos da COVID-19 em toda a cadeia de valor do sector agrícola, com maior enforque no agro-rpocessamento de modo a garantir a disponibilização de produtos no mercado enquanto durar a pandemia de COVID-19.

Para responder a este período de emergência, o Governo pretende adoptar algumas medidas de incentivo às empresas do agroprocessamento e pacotes de financiamento para toda a cadeia de produção agrícola, desde o planeamento, produção, processamento, comercialização, fornecimento de insumos e equipamentos agrícolas, assistência técnica, entre outras.
As medidas poderão ser anunciadas nos próximos dias. A CTA garantiu a sua abnegada colaboração para o sucesso do programa governamental.

Iniciativas da CTA sobre a Agricultura, no âmbito da resposta à COVID-19

A CTA partilhou com o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural parte das suas iniciativas sobre a agricultura, no âmbito da resposta à COVID-19. Interagiram sobre a necessidade de desenvolvimento de um programa de intensificação da produção agrícola para responder às necessidades alimentares enquanto durar a pandemia.
O foco inicial do Programa, seriam os distritos de Moamba, Boane, Namaacha, Matutuíne, Magude, Marracuene e Manhiça, na Província de Maputo e periferia da Cidade de Maputo, tendo em conta o seu potencial agrícola e a proximidade do maior mercado do País, Cidade de Maputo, que precisa de abastecimentos.
O Programa consistirá na produção e comercialização de hortícolas, batata-reno e cebola para os principais centros urbanos do país, onde haja necessidade dos mesmos.
Com este Programa, a CTA pretende, também, prevenir a falência de pequenos e médios agricultores e empresas que actuam no sector agrário, bem como manter e criar postos de trabalho e olha para o Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural como parceiro para o desenvolvimento deste Programa.
Numa primeira fase, o mesmo tomará como prioritários os pequenos e médios agricultores, empresas provedoras de serviços e insumos e consumidores no geral, para assegurar a disponibilização de produtos para os mercados.