Confederação das Associações Económicas de Moçambique

RELAXAMENTO DAS MEDIDAS: OPORTUNIDADE PARA A RETOMA DO SECTOR DE TURISMO

O Pelouro de Turismo, Hotelaria e Restauração da CTA considera este o momento certo para a retoma do sector, na sequência do relaxamento das medidas de prevenção da propagação da COVID-19, anunciadas pelo Presidente da República na sua Comunicação à Nação sobre o Estado de Calamidade Pública.

O Presidente da República anunciou, entre outras medidas, a suspensão do recolher obrigatório e estendeu o horário de funcionamento dos hotéis para 23h e de praias para 18h, o que demonstra que o Governo está a acolher as sugestões do sector privado, em particular do sector de Turismo que sempre advogou pela reabertura de praias e alargamento do horário de funcionamento de restaurantes.

Falando hoje na Conferência de Imprensa, o Presidente do Pelouro de Turismo, Hotelaria e Restauração da CTA, Muhammad Abdullah, salientou que, a maior mobilidade gera oportunidades de turismo, pelo que “neste momento temos de focar todos os nossos esforços na criação e implementação de mecanismos de apoio à retoma das empresas do nosso sector”.

“A decisão de relaxamento vem sem dúvida no momento certo. Para o sector do Turismo, constitui uma lufada de ar fresco e uma oportunidade real para a retoma do sector. O fim do recolher obrigatório, o alargamento de horários e a permissão do aumento do número de pessoas em eventos, são factores que automaticamente aumentam a confiança e optimismo no sector porque trazem maior mobilidade”, frisou Muhammad Abdullah.

Conforme atestam as avaliações da CTA, como resultado da pandemia da COVID-19 e das medidas decretadas pelo Governo, muitos hotéis e restaurantes estiveram praticamente encerados entre o I e II trimestre de 2020, com taxas de ocupação de menos de 5%, com reflexo no fluxo de receitas que dificultou o cumprimento das obrigações com terceiros (Fornecedores, Financiadores, Estado), assim como no pagamento de salários aos colaboradores.

O relaxamento das medidas poderá estimular ainda mais a retoma da actividade económica, e as empresas que tinha encerrado as portas vão reabrir e os trabalhadores voltaram aos seus postos de trabalho.

O Pelouro quer usar desta oportunidade para alavancar o sector, materializando fundamentalmente os seis pontos chaves, definidos no último retiro de reflexão do sector, realizado no último fim-de-semana, a saber: Mecanismos de apoio e incentivo à recuperação das empresas do Sector de Turismo face a COVID-19; implementação de Vistos Online; promoção digital do destino Moçambique, tanto no mercado nacional como internacional; criação do Bureau de Convenções; estatística do Sector de Turismo; e promoção dos destinos turísticos de eleição: Maputo, Vilankulo e Ximanimani.

“É essencial, enquanto sector, aproveitarmos todas as oportunidades que tivermos. Esta é seguramente uma delas e por isso vamos, todos juntos, trabalhar para alcançar resultados importantes, não só para o nosso sector, mas para a economia do país no geral”, sublinhou, que aproveitou a ocasião para manifestar a preocupação e o repúdio do sector privado moçambicano à onda de raptos cujas vítimas são maioritariamente empresários, e o clima de instabilidade no Norte do País que afectam directamente o sector do Turismo.

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