SECTOR PRIVADO SOLICITA A ISENÇÃO DA TAXA FIXA E DE POTÊNCIA NA FACTURA DE ELECTRICIDADE

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A CTA defende a isenção do pagamento da taxa fixa e de potência na factura de electricidade, ficando a basear-se, apenas, pelo consumo, durante este período de emergência, como forma de minimizar os impactos e assegurar o funcionamento das empresas do sector industrial e hoteleiro.

No Briefing com a Imprensa convocada hoje, a CTA voltou a insistir na necessidade de redução da factura de electricidade e, assim, aliviar as obrigações de empresas que foram forçadas a paralisar, pois o seu custo é, para grande parte das indústrias, um dos principais custos operacionais.

Estima-se que, em média, uma indústria nacional com um ciclo de produção contínuo, tem um custo mensal de energia de cerca de 5 milhões de Meticais, que representa cerca de 12% da sua estrutura de custos.

Pelo que, segundo defendeu Onório Boane, Director Geral do Parque Industrial de Beleluane, a redução do custo em 50% poderá apoiar a tesouraria das empresas deste sector em cerca de 2.5 milhões de Meticais, que ao ser aplicado por um período de 6 meses poderá resultar num alívio de cerca de 15 milhões de Meticais por empresa, o que é considerável tendo em conta os desafios que estas enfrentam.

Esta preocupação estende-se, igualmente, para o sector de Hotelaria e Restauração, em que, em média, uma empresa suporta um custo mensal de electricidade de cerca de 8 milhões de Meticais nos grandes consumidores, que significa cerca de 15% dos custos operacionais.

No rol das medidas, a CTA reiterou a necessidade de redução do preço dos combustíveis, acompanhando a tendência de diminuição do Crude no mercado Internacional.