SECTOR PRIVADO VOLTA A SOLICITAR ISENÇÃO DA TAXA FIXA E DE POTÊNCIA NA FACTURA DE ELECTRICIDADE

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Segundo Munir Sacoor, Vice-presidente do Pelouro dos Recursos Minerais, Hidrocarbonetos e Energia na CTA, a medida tomada pelo Governo de redução em 10% da factura de energia eléctrica para todos os consumidores, é bem-vinda, mas é insuficiente para os sectores produtivos sobretudo para as indústrias de hotelaria e restauração. O Sector Privado solicita a redução em 50% enquanto durar a crise.

“A CTA defende a isenção do pagamento da taxa fixa e de potência na factura de electricidade, ficando a basear-se, apenas, pelo consumo, durante este período de emergência, como forma de minimizar os impactos e assegurar o funcionamento das empresas do sector industrial e hoteleiro”, salientou Munir Sacoor.

A redução da factura de electricidade aliviaria as empresas que foram forçadas a paralisar as actividades, pois o seu custo é, para grande parte das indústrias, um dos principais custos operacionais.

Estima-se que, em média, uma indústria nacional com um ciclo de produção contínuo, tem um custo mensal de energia de cerca de 5 milhões de Meticais, que representa cerca de 12% da sua estrutura de custos. Pelo que, a redução do custo em 50% poderá apoiar a tesouraria das empresas deste sector em cerca de 2.5 milhões de Meticais, que ao ser aplicado por um período de 6 meses poderá resultar num alívio de cerca de 15 milhões de Meticais por empresa, o que é considerável tendo em conta os desafios que estas enfrentam. Para o sector de Hotelaria e Restauração, em média, uma empresa suporta um custo mensal de electricidade de cerca de 8 milhões de Meticais nos grandes consumidores, que significa cerca de 15% dos custos operacionais.