A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) realizou hoje um encontro de auscultação ao sector empresarial de Tete no âmbito da visita de trabalho que o Presidente da CTA, Dr. Álvaro Massingue, efectua àquela província, desde domingo último.
A iniciativa enquadra-se no processo de auscultação aos Conselhos Empresariais Provinciais (CEPs), que a CTA está a efectuar em todo o país. O objectivo é aproximar a liderança das estruturas empresariais locais, identificar os principais desafios, auscultar os membros para melhorar os serviços da CTA, bem como promover boas práticas associativas baseadas na ética, cooperação, representatividade e melhoria do ambiente de negócios.
Na ocasião, o Presidente do CEP de Tete, António Saene, destacou que a presença da liderança da CTA constitui uma oportunidade para os empresários apresentarem directamente as suas preocupações e contribuírem para a definição das prioridades da agremiação.
Sublinhou ainda que o regresso de Álvaro Massingue a Tete, após o processo eleitoral, representa mais do que uma visita de cortesia, demonstrando proximidade, acima de tudo respeito e compromisso com os membros da CTA.
Por sua vez, o Presidente do Pelouro de Desenvolvimento Associativo, Boa Governação e Ética da CTA, Abdul Razak, instou os líderes das associações para fortalecerem e revitalizarem as suas organizações, com particular atenção à regularização documental, organização interna e articulação institucional com o CEP, de modo a garantir maior capacidade de representação e resposta aos desafios dos associados.
A Directora Executiva da CTA, Teresa Muenda, apresentou os projectos de formação e os avanços registados pelo movimento empresarial, incentivando as associações a identificarem oportunidades, mobilizarem projectos e estabelecerem parcerias que contribuam para o seu fortalecimento.
Destacou igualmente o processo de certificação em curso em Nampula, Cabo Delgado e Inhambane e os esforços que a CTA tem vindo a empreender na busca de parceiros para melhorar a capacidade institucional, bem como potenciar as empresas para responderem os padrões internacionais exigidos pelos grandes projectos.
O encontro permitiu, ainda, uma reflexão conjunta sobre a necessidade de maior união e complementaridade no associativismo empresarial, privilegiando a cooperação em detrimento da competição, bem como o fortalecimento dos CEPs para que possam responder de forma mais efectiva às necessidades do sector privado.
A CTA reafirma, assim, o seu compromisso com um sector privado mais organizado, ético, competitivo e capaz de gerar negócios, investimento e emprego, mantendo o diálogo público-privado como instrumento fundamental para a identificação e superação dos constrangimentos que afectam o empresariado.