A CTA manteve hoje um encontro de trabalho com o Ministro da Educação e Cultura, Edson da Graça Macuacua, destinado a aprofundar a cooperação entre o sector privado e o Governo no domínio da educação, formação profissional, empregabilidade e indústria cultural.
A reunião dá seguimento ao encontro de cortesia recentemente mantido entre o Presidente da CTA, Álvaro Massingue, e o titular da pasta da Educação e Cultura, que permitiu identificar importantes oportunidades de colaboração.
Na sua intervenção, o Presidente da CTA destacou que, nos próximos anos, sectores como energia, agronegócio, turismo, construção e logística deverão impulsionar importantes oportunidades de crescimento, mas alertou para um desfasamento que urge corrigir: empresas que procuram competências que não encontram e jovens com formação que enfrentam dificuldades para aceder ao mercado de trabalho.
“Para o sector empresarial, a educação e a formação profissional são factores determinantes da competitividade nacional. Precisamos de profissionais preparados tecnicamente, com competências ajustadas à evolução dos sectores produtivos, domínio das tecnologias, capacidade de adaptação e espírito empreendedor. Não basta formar mais; é necessário formar de acordo com aquilo que a economia precisa e vai precisar”, afirmou.
É neste contexto que a CTA propôs concentrar a colaboração em quatro áreas prioritárias: Conselhos Sectoriais de Competências; Parcerias com instituições de formação; Empregabilidade e inclusão das PME; e Desenvolvimento de fornecedores e inovação.
Por seu turno, o Ministro da Educação e Cultura, Edson Macuacua, enfatizou a importância de construir uma parceria duradoura entre o Governo, a CTA, o sector empresarial, as Universidades e o sector cultural.
O Ministro reconheceu como um dos maiores desafios nacionais o desalinhamento entre a formação académica – universidades e ensino técnico-profissional – e as reais necessidades do mercado de trabalho. Para responder a este desafio, sugeriu a criação de plataformas e mecanismos de articulação para aproximar o sector produtivo das instituições de ensino, garantindo maior empregabilidade e alinhamento de competências.
Neste âmbito, ficou acordado estabelecer uma plataforma de articulação coordenada pelo Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, juntamente com o sector privado, focando em investimentos práticos, infraestruturas e no alinhamento das competências académicas com as reais necessidades do mercado.
Cultura como indústria e direitos de autor
O Ministro abordou a cultura não apenas como identidade, mas como uma verdadeira indústria e actividade produtiva com impacto económico significativo no PIB.
Defendeu a necessidade de combater o uso indevido de obras artísticas por agências de publicidade e redes de televisão sem a devida remuneração e respeito pelos direitos de autor. Para tal, propôs uma plataforma de diálogo específica envolvendo o Ministério da Cultura, associações de músicos, actores e o sector privado.
A CTA reafirmou total disponibilidade para trabalhar com o Ministério, mobilizando os seus grupos sectoriais, empresas e Gabinete de Conteúdo Local para transformar o compromisso em acções concretas, com prioridades definidas, responsabilidades partilhadas e resultados mensuráveis.
