No seguimento das visitas aos membros, a CTA reuniu-se hoje com a Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nampula (ACIANA) para auscultar as preocupações da agremiação.
O Vice-Presidente da ACIANA, Hilário Matos, destacou a falta de premix para a fortificação de alimentos como um dos principais desafios enfrentados pelas moageiras em particular. Segundo ele, apesar de ser obrigação por lei a fortificação dos alimentos, o mercado tem enfrentado complexidades de processos e procedimentos para aquisição de premix, obrigando as moageiras a fazerem importações individuais, o que torna a operação difícil e muito onerosa.
Na tentativa de buscar soluções, a ACIANA tem vindo a procurar fornecedores deste produto, contudo, encontra uma barreira uma vez que a COFAM – Comité de Fortificação de Alimentos, impõe visita a empresa na sua origem para depois seguir os passos subsequentes.
Sendo ACIANA uma associação que congrega também exportadores de castanha em bruta, Hilário Max propôs o estabelecimento de quotas para a exportação em bruto, o que poderá trazer equilíbrio ao sector e promover o desenvolvimento da indústria de caju no país. Entre 2019 e 2022 foi ensaiado um modelo de quotas que na altura funcionou para manter as indústrias nesse período, mas depois foi descontinuado arrastando as empresas à falência.
Por último, a ACIANA lançou um apelo no sentido de se congregar esforços privados e públicos para o fomento e produção da castanha de caju ao nível nacional, bem como a criação de incentivos para a indústria de processamento.