A CTA participou hoje no evento de apresentação do ponto de situação dos preparativos da 61ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), a ter lugar de 31 de Agosto a 06 de Setembro de 2026, em Ricatla, Marracuene, província de Maputo.
O evento serviu para partilhar com o sector privado, considerado “parceiro estratégico do Governo”, as acções em curso para a materialização da maior montra comercial do país, que este ano decorre sob o lema “Transformação Digital e Energética Rumo a uma Economia Sustentável”.
Durante o evento, foram apresentados o Director da FACIM 2026, o Brasil como País de Honra, Niassa como Província de Honra, o empresário Salimo Abdula e a atleta Maria de Lurdes Mutola como Embaixadores da FACIM 2026.
Na sua intervenção, o Ministro da Economia, Basílio Muhate, reiterou a necessidade de marior envolvimento do sector privado nos trabalhos da FACIM, definindo-o como “pólo de convergência e de cruzamento dos interesses económicos” para atracção de investimentos orientados à produção para exportação.
O governante sublinhou que o lema da edição deste ano reflecte o contexto global de transição económica. “Para que tal aconteça, os sectores públicos e privados devem andar de mãos dadas rumo a um novo paradigma de desenvolvimento mútuo”, afirmou sublinhando: “Uma feira sem negócios firmados não é feira, uma feira sem estabelecimento de parcerias não é feira”.
O Vice-Presidente da CTA, Amâncio Gume, considerou as perspectivas do sector privado para a FACIM 2026 “globalmente positivas”, pois o lema está alinhado com as prioridades das empresas: aumento da produtividade, eficiência energética e digitalização.
No entanto, alertou que o contexto macroeconómico “permanece exigente”, marcado por constrangimentos no acesso a divisas, limitações no financiamento, custos operacionais elevados e desafios pontuais no abastecimento de combustíveis. Estes factores podem influenciar a capacidade de participação e o nível de investimento das empresas.
Gume encorajou a continuidade dos esforços para reforçar a componente económica da feira, com foco nas ligações entre expositores, investidores e financiadores. Reiterou a disponibilidade da CTA para mobilizar o sector privado.
“A FACIM 2026 representa uma oportunidade concreta para transformar desafios em negócios e intenções em investimentos. Se assegurarmos resultados tangíveis, teremos um contributo efectivo para o crescimento económico sustentável de Moçambique”, concluiu Gume.
