Confederação das Associações Económicas de Moçambique

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CTA DEFENDE NUTRIÇÃO INFANTIL COMO INVESTIMENTO ESTRATÉGICO E PRIORIDADE DA ECONOMIA NACIONAL

A nutrição infantil foi colocada no centro da agenda económica da XXI CASP, com a CTA a assumir o compromisso de mobilizar mais empresas para o combate à desnutrição crónica e ao excesso de peso em Moçambique.

Na abertura do Painel Temático “Nutrir o Futuro, Fortalecer a Economia”, o Presidente da CTA e Campeão do Sector Privado para a Nutrição, Álvaro Massingue, afirmou que investir em nutrição é investir no activo mais valioso do país: o capital humano.

Para Massingue, a nutrição deixou de ser apenas uma responsabilidade social para se tornar um investimento estratégico e uma oportunidade económica.

“Cada dólar investido em nutrição pode gerar cerca de 23 dólares em benefícios económicos, graças ao aumento da produtividade, à melhoria da saúde e ao fortalecimento do capital humano”, destacou.

O líder empresarial alertou para a dupla carga da má nutrição no país: a desnutrição crónica e o crescente excesso de peso e doenças não transmissíveis. Ambas, disse, representam elevados custos para as famílias, para as empresas e para o Estado.

Massingue apontou oportunidades concretas para o sector privado: fortificação de alimentos, produção e processamento de alimentos nutritivos, cadeias de frio, alimentação escolar, logística, inovação e soluções financeiras.

Como Campeão da causa, reafirmou o compromisso da CTA em mobilizar mais empresas para a Rede de Empresas para a Expansão da Nutrição, que a Confederação co-facilita desde 2017.

Prioridades para transformar compromisso em resultados

No encerramento do painel, o Vice-Presidente da CTA, Amâncio Gume, consolidou as principais conclusões do debate e defendeu que a nutrição infantil é um imperativo para o desenvolvimento económico nacional, e não apenas uma questão do sector da saúde.

Gume listou 4 prioridades fundamentais para o país: Reforçar as parcerias público-privadas; Incentivar a produção, fortificação e distribuição de alimentos nutritivos, seguros e acessíveis; Promover campanhas permanentes de educação alimentar e nutricional nas comunidades; e Integrar a nutrição como prioridade transversal* nas estratégias de desenvolvimento económico, agrícola, industrial e social.

 

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