Confederação das Associações Económicas de Moçambique

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XXI CASP DEBATE CAMINHOS PARA TRANSFORMAR O POTENCIAL AGRÍCOLA EM PRODUTIVIDADE E FONTE DE CAPTAÇÃO DE DIVISAS

O Painel 3 da XXI CASP, subordinado ao tema “Agronegócio e Segurança Alimentar: Produzir Mais, Integrar Melhor, Exportar com Valor”, reuniu Governo, sector privado, académicos e parceiros internacionais para discutir como transformar o potencial agrícola de Moçambique em produtividade, rendimento e divisas.

O Director Nacional da Agricultura, Jabula Zibia, destacou as reformas em curso para impulsionar o sector agrícola, como a Lei de Terras, a Lei de Sementes, a Política e Lei do Ambiente, a digitalização e o PEDSA/PESA 3.

Sobre o financiamento, Zibia admitiu que a meta de 10% do orçamento para a agricultura ainda não foi alcançada, mas anunciou uma linha de crédito para o sector privado afectado pelas cheias e a visão de criar um banco de desenvolvimento agrário.

O CEO da Agri Africa, Dirk Hanekom, defendeu que a cadeia de valor deve ser “puxada” pelo mercado e não “empurrada” pela produção. Apontou como factores críticos a energia, infra-estruturas e questões intangíveis como políticas públicas, combate à corrupção e transferência tecnológica.

O Presidente do Pelouro de Desenvolvimento do Agronegócio e Pescas da CTA, Yacub Latif, criticou a descontinuidade de políticas e defendeu investimento integrado “do campo ao mercado”, medição de resultados e fim de decretos de curta duração.

O académico Dr. Hélder Zaval alertou para o desalinhamento entre bancos, universidades e centros de investigação, que continuam a focar-se na produção e ignoram logística, processamento e o comportamento do consumidor.

A representante da Coca-Cola, Neide Pires, referiu-se a obstáculos como taxas de peso de solo e restrições a camiões. Recomendou segurança jurídica, investimento em estradas, energia e embalagens.

No encerramento do painel, o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, revelou que o Estado está a adquirir 30% do capital do GAP para transformá-lo no banco agrário nacional, com uma linha de crédito de 19 milhões de USD a 5% de juro.

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