A CTA defendeu hoje, no Fórum Empresarial Moçambique–Brasil, a necessidade de transformar a relação histórica entre os dois países numa parceria económica com maior impacto.
O pronunciamento foi feito pelo Presidente da CTA, Álvaro Massingue, durante o Fórum Empresarial com o Brasil, País de Honra da 61ª edição da FACIM.
Massingue defendeu a substituição de uma lógica “meramente transaccional” por uma lógica de joint ventures, produção local, transferência tecnológica, desenvolvimento de fornecedores e formação de capital humano.
O objectivo, segundo o Presidente da CTA, é que o capital brasileiro encontre em Moçambique “não apenas um mercado, mas uma plataforma de produção e expansão para África, incluindo para a região da SADC”.
O Presidente da CTA reafirmou que a Confederação está disponível para aproximar empresas, facilitar contactos B2B e acompanhar a transformação das intenções em negócios.
O Secretário de Estado do Comércio, António Grispos, afirmou que Moçambique e Brasil devem caminhar juntos, aproveitando as boas relações diplomáticas para potenciar as relações económicas.
O governante destacou a localização estratégica de Moçambique, sobretudo ao nível da região da SADC, e as potencialidades existentes no país. Na ocasião, convidou os empresários brasileiros a intensificarem os seus investimentos em Moçambique.
Por seu turno, O Embaixador do Brasil em Moçambique, Ademar Seabra da Cruz Júnior, sublinhou que o Brasil dispõe de “soluções, tecnologia e experiência” nas áreas de agricultura, saúde, energias renováveis e economia digital que podem responder aos desafios de desenvolvimento de Moçambique.
Defendeu ainda que a cooperação deve priorizar a geração de emprego, a transferência de conhecimento e a integração de empresas moçambicanas nas cadeias de valor dos investimentos brasileiros.