Confederação das Associações Económicas de Moçambique

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MOÇAMBIQUE E ESWATINI LANÇAM BASES DE UMA NOVA ALIANÇA COMERCIAL

No âmbito da visita de trabalho do Presidente de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, ao Reino de Eswatini, realizou-se em Mbabane, uma Mesa Redonda de Negócios, que serviu de plataforma para os dois países lançarem as bases de uma nova aliança — mais integrada, mais pragmática e mais ambiciosa.

Com uma delegação de cerca de 50 empresários, a CTA levou para o fórum, como principal agenda, a necessidade de uma discussão e intercâmbio mais aberto entre os sectores empresariais de Moçambique e de Eswatini de modo a identificarem melhores formas de unir sinergias para o desenvolvimento das relações comerciais e, por via disso, encararem com positividade os desafios da integração e competitividade regional e continental.

A despeito das potencialidades que existem nos dois países, o volume das trocas comerciais ainda é muito baixo.

Em 2024, Moçambique exportou bens avaliados em cerca de 19 milhões de dólares americanos para Eswatini, tendo, em contrapartida, importado bens no valor estimado em cerca de 54.9 milhões de dólares.

No seu discurso de abertura do evento, o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, frisou que este desequilíbrio que se verifica na balança comercial, desafia Moçambique a uma reflexão sobre as razões de não estar a exportar muito para Eswatini, mesmo com a sua diversidade de recursos naturais.

Daniel Chapo apontou algumas áreas que Moçambique tem potencial e podem ser apostas para investimento por parte do sector privado de Eswatini, tendo destacado o sector energético com foco crescente na variedade de fontes renováveis, incluindo biomassa, energia hídrica, solar e eólica.

Nesta perspectiva, o Chefe do Estado moçambicano convidou o sector privado de Eswatini a se juntar com os moçambicanos e juntos investirem neste sector de modo a fazer face aos desafios do continente.
Igualmente, destacou o turismo, convidando o sector privado de Eswatini a investir nesta área, sobretudo no turismo de golfe que é pouco explorado em Moçambique.

“Temos que ter uma visão estratégica comum de modo a desbloquearmos o que torna as nossas economias africanas não interligadas”, frisou Daniel Chapo.

Deve haver maior determinação

 

Intervindo na Mesa Redonda de Negócios, o Presidente da CTA, Álvaro Massingue, destacou a necessidade de maior determinação para que os países africanos depositem maior preferência nos próprios recursos e habilidades.

“O que nos falta é maior determinação para depositarmos maior preferência nos nossos próprios recursos e habilidades, com vista a revertermos este cenário em que a maioria dos produtos moçambicanos, por exemplo, alimenta mercados da Europa, da Ásia e afins, em detrimento de uma partilha entre povos irmãos”, frisou.

O Presidente da CTA fez referência aos sectores que Moçambique possui enorme potencial e que podem interessar os investidores de Eswatini, nomeadamente: Turismo, transporte e logística, recursos minerais, florestais, marinhos, lacustres e fluviais.

“Sabemos do enorme potencial agrícola e pecuário de Eswathini e das potencialidades culturais e tradicionais para a atractividade turística deste país. Mas, infelizmente, a actual realidade das nossas relações económicas não tem produzido as necessárias respostas, pelo que, em conjunto, precisamos de trabalhar com os nossos governos para a remoção de barreiras e criação de um ambiente cada vez mais favorável para negócios entre os nossos dois países”, sublinhou

Em representação do Governo, o Ministro da Saúde do Reino de Eswatini, realçou a necessidade de a amizade que une os dois povos se traduzir mutuamente em progresso sócio-económico. Apontou o agroprocessamento, têxtil, logística e turismo como sendo as áreas de maior potencial para estabelecer parcerias.

 

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