A CTA reuniu-se com o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, para discutir os impactos das recentes cheias nas infraestruturas nacionais e definir prioridades estratégicas para a competitividade logística do país.
O objectivo é garantir que o corredor logístico moçambicano se mantenha robusto e funcional perante os desafios climáticos e económicos.
Durante o encontro, a CTA elogiou a rapidez do Executivo na restauração das vias afectadas pelas calamidades naturais, mas solicitou detalhes técnicos adicionais sobre a capacidade de carga e segurança para camiões de grande tonelagem nas vias recentemente reabilitadas.
Abordou-se a necessidade de criação, com urgência, de uma Espinha Dorsal Logística Nacional Norte–Sul Multimodal (rodoferroviária e cabotagem marítima) para reduzir a dependência da Estrada Nacional Número Um (EN1), cujas interrupções sazonais têm criado constrangimentos logísticos.
Principais constrangimentos do sector
Durante o encontro, os empresários apontaram os principais constrangimentos que limitam a competitividade do sector de transportes, destacando a burocracia resultante da duplicação de processos de licenciamento entre o INATRO e a ANE, a proliferação de taxas municipais sobrepostas, e as dívidas da TRAC para com os operadores de carga que resultam dos remanescentes do período de manifestações pós-eleitorais.
O Ministro João Jorge Matlombe assegurou que a monitoria das zonas de risco é contínua e que todas as vias anteriormente interrompidas já estão operacionais.
Matlombe revelou também que o Executivo está a desenvolver um Plano de Recuperação Económica focado em infraestruturas resilientes.
O Ministro destacou ainda projectos estratégicos em carteira, nomeadamente: a reestruturação da cabotagem marítima, novas concessões rodoviárias sob o modelo de Parcerias Público-Privadas (PPP) e incentivo ao Conteúdo Local na cadeia de valor das infraestruturas.
A CTA e o Governo comprometeram-se a estabelecer um canal de diálogo técnico permanente para transformar as preocupações do sector privado em soluções concretas, garantindo que o corredor logístico moçambicano seja eficiente.
