Confederação das Associações Económicas de Moçambique

Confederação das Associações Económicas de Moçambique

Confederação das Associações Económicas de Moçambique

CTA APRESENTA AO BANCO MUNDIAL PROPOSTAS PARA REFORÇAR O SECTOR PRIVADO EM MOÇAMBIQUE

A CTA reuniu-se hoje com o Director Executivo da Primeira Constituência Africana do Banco Mundial, Sr. Zarau Wendeline Kibwe, para discutir o novo Quadro de Parceria entre Moçambique e o Banco Mundial para o período 2026-2031.

Durante o encontro, abordou-se sobre a presença da Corporação Financeira Internacional (IFM) e da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA) em Moçambique e as necessidades do Sector Privado que actualmente não estão a ser satisfeitas pela IFC e pela MIGA, duas agências do Grupo Banco Mundial vocacionadas para o apoio directo ao investimento privado e à mitigação de riscos tanto em projectos já iniciados como em novas iniciativas.

O Presidente da CTA, Álvaro Massingue, destacou a importância do Banco Mundial como parceiro estratégico de Moçambique e saudou o anúncio de um fundo global de 10 mil milhões de dólares norte-americanos, dos quais 40% serão direccionados ao sector privado.

A CTA apresentou ao Banco Mundial cinco propostas prioritárias para reforçar o sector privado em Moçambique, que incluem a criação de uma estrutura de governação para o financiamento directo ao sector privado, em articulação com o Banco Mundial e alinhada às prioridades nacionais; o reforço do Fundo de Garantia Mutuária; a criação de um Fundo de Emergência e Recuperação através de uma janela específica do fundo catalítico, para responder a choques económicos e climáticos; apoio cambial temporário e direccionado para restaurar a capacidade de importação das empresas, especialmente exportadoras, priorizando insumos críticos como combustíveis, matérias-primas e equipamentos; e a facilitação de processos de reestruturação da dívida incluindo moratórias e renegociação de obrigações para empresas viáveis afectadas por choques sucessivos, aliada à introdução de incentivos fiscais temporários e selectivos, como instrumento de alívio imediato e estímulo à retoma.

A CTA também destacou a importância do investimento público em infra-estruturas logísticas, desenvolvimento do capital humano, energia fiável e acessível, e reformas que reforcem o ambiente de negócios, a previsibilidade regulatória e a protecção do investimento. Enfatizou ainda a necessidade de priorizar a criação de emprego, o reforço da integração público-privada, a estabilidade macro-fiscal e a capacidade de resposta a choques.

O Director Executivo do Banco Mundial, Senhor Zarau Wendeline Kibwe, foi informado sobre os constrangimentos estruturais que o sector privado moçambicano enfrenta, incluindo a escassez de divisas, a deterioração da situação financeira das micro, pequenas e médias empresas, e a aversão da banca ao financiamento de médio e longo prazo.

A CTA reafirmou a sua total disponibilidade para colaborar com o Banco Mundial, o Governo e os parceiros de desenvolvimento para assegurar que os recursos mobilizados se traduzam num impacto económico mensurável, sustentável e inclusivo. A CTA também destacou a importância da transparência e da boa governação na gestão dos recursos e na implementação das reformas.

Por seu turno, o Director Executivo da Primeira Constituência Africana do Banco Mundial enalteceu as propostas apresentadas pela CTA. Destacou que o Banco tirou lições dos diversos projectos anteriores e das recomendações dos vários países africanos, daí ter decidido fazer uma reestruturação das suas estratégias. O objectivo é garantir que os apoios prestados a estes países possam assegurar um crescimento económico sustentável e um impacto real na redução da pobreza e na melhoria da vida social das comunidades.

As partes acordaram criar uma equipa de trabalho para dar seguimento aos assuntos abordados na reunião de hoje.

Facebook
Twitter
LinkedIn
Email

Notícias

Newsletter

Documentos

Scroll to Top